Correio do Zaca

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30/12/2016 | 01:25

Estaleiros de Manaus voltam ao abandono após governo acenar com Pólo Naval, que foi 'vendido' antes mesmo de ser confirmado

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Estaleiros de Naval de Manaus voltam abandonado

O setor de construção naval amazonense, cujas maiores empresas estão instaladas na orla de Manaus, passaram os últimos quatro anos por períodos de euforia, desencanto e derrocada. Exatamente nesta ordem.


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Inicialmente cantado em prosa e verso pelo sindicato patronal, o Pólo Naval do Amazonas, que seria construído em área entre as localidades de nomes Vila Americana e Puraquequara, em Manaus, sequer passou do papel.


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Erro de estratégia do governo do estado e a imaturidade do sindicato dos estaleiros resultou no abandono do projeto, quando este já estava sendo “vendido” na Europa, Ásia, América Central e do Norte. Pegou mal para o Amazonas.


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Até o Exército recuou em sua proposta de apoio ao projeto que redentorizaria a economia amazonense, como resultado de falta de habilidade do sindicato naval.


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Veio então o desânimo de toda a classe e apenas os melhores, continuaram sobrevivendo, com alguns projetos oficiais e particulares que conseguiram conquistar em disputas acirradas.


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Mesmo assim, os estaleiros viveram dias de grande produtividade, resultado da propaganda que chamou atenção também da indústria nacional para esta região.


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Porém, durante todo o período de progresso, alguns estaleiros foram prejudicados com atrasos propositais de pagamentos das embarcações encomendadas; seus proprietários foram enganados, alguns ameaçados e até obrigados a participar de manobras visando dividir lucros com setores contratantes.


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Agora todos estão passando novamente por uma fase de vacas magras, administrando dívidas astronômicas, problemas de pessoal e a falta quase total de novas encomendas.


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Voltaremos ao assunto no próximo ano.

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Calendário de venda da Amazonas Energia


Álvaro Campelo, vereador que tem como uma de sua bandeiras de atuação a defesa dos direitos do consumidor, promete que em 2017 irá acompanhar “com lupa” todo o processo de privatização da Amazonas Energia. E nós vamos acompanharcomagenda na mão, todo o calendário que prevê também a venda de outras seis concessionárias nas regiões norte e nordeste, a qualquer custo.


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Tudo está previsto para ser concretizado até o dia 31 de dezembro do próximo ano e algumas informações já foram aqui antecipadas nesta semana.


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Hoje vamos nos ater ao calendário, divulgado pela própria empresa, durante uma audiência recente convocada pela 51ª Promotoria de Justiça, especializada na Proteção e Defesa do Consumidor – 51ª Prodecom, para tratar de apagões e interrupções em linhas de transmissão, e falhas no atendimento ao consumidor via call center.


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Vale dizer que sobre isso nada de concreto ficou decidido.

 

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A história começa bem antes


Como em uma peça ensaiada, no dia 22.07.2016, em Brasília, os acionistas da Eletrobrás Distribuição “decidiram” não aprovar a renovação das concessões para as distribuidoras de energia do grupo: Eletrobrás Amazonas Energia, Eletrobrás Distribuição Roraima, Eletrobrás Distribuição Acre (Eletroacre), Eletrobrás Distribuição Rondônia (Ceron), Eletrobrás Distribuição Piaí (Cepisa) e Eletrobrás Distribuição Alagoas (Ceal).


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No dia 03.08.2016, o Ministério de Minas e Energia, por meio da Portaria 420/16, designou as então concessionárias como Prestadoras de Serviço Público de distribuição de energia elétrica em seus respectivos estados, até 31.12.2017.


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No dia 01.11.2016, foi emitido o Decreto 8.893, pelo governo federal, definindo como prioritária a desestatização das concessionárias e o BNDES é designado como responsável pelo processo de privatização.


Entrando efetivamente no calendário


O anunciado fim da Amazonas Energia como empresa de capital federal começou efetivamente em 16 de novembro último, e vai até fevereiro de 2017, período em que o BNDES faz a contratação de consultores.


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De 17.02.2017 a 17.07.2017 acontecerão diligências contábeis, diligências jurídicas, avaliações econômico-financeiras e modelagem da desesttização.


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De 17.07.2017 a 17.11.2017 acontecerão a abertura do dataroon para eventuais investidores e publicação do edital de privatização.


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No dia 17.12.2017 será realizado o leilão de venda das concessionárias. Nenhum dia a mais e sem nenhuma possibilidade, pelo menos até agora, de o fato ser postergado.
 

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