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Política no Amazonas

03/03/2019

'O governador Wilson Lima assumiu o risco de matar e ainda faltam 63% de medicamentos vitais na Cema', diz Wilker Barreto

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Foto: Reprodução

A grande preocupação do parlamentar é que na semana festiva os números de ocorrências nos hospitais costumam aumentar

Às vésperas do Carnaval, uma das datas em que as unidades de urgência e emergência são mais procuradas, o deputado estadual Wilker Barreto (PHS) visitou na sexta-feira, 1, a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) e constatou que ainda faltam insumos vitais e essenciais no estoque.

 

A grande preocupação do parlamentar é que na semana festiva os números de ocorrências nos hospitais costumam aumentar. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), do ano passado, apontam que em dois dias de “folia” foram registrados 599 atendimentos de pacientes lesionados relacionados a ferimentos por arma branca, arma de fogo, acidente de trânsito (moto e carro), atropelamento, agressão, queda e queimadura.


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"O governador Wilson Lima assumiu o risco de matar e ainda faltam 63% dos medicamentos na Cema, depois de 21 dias que visitei o local pela primeira vez. Continua faltando medicamentos e me preocupa muito a questão de estarmos numa época em que as pessoas mais procuram os hospitais. Além da forte gripe que está afetando a capital, assim como os casos e suspeitas da H1N1, e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), ainda temos as ocorrências de ferimentos, de enfermidades que se manifestam por conta de aglomerados, excesso de álcool, e patologias em geral que necessitam do socorro da rede pública. Entretanto, não está sendo garantido ao cidadão que ele vai chegar ao hospital e terá a doença amenizada, tratada ou curada, pois estão faltando insumos e essa conta não fecha", disse Wilker.


Segundo o parlamentar, a Cema tem déficit de 80% dos produtos, o que inclui medicamentos e Produtos para a Saúde (PPS), sendo assim, os prontos-socorros, maternidades, fundações, Serviços de Pronto Atendimento (SPA) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) são prejudicados na ponta e não tem insumos essenciais nos almoxarifados. Ainda de acordo com o humanista, a falha na gestão e a demora na identificação e revelação dos dados por parte do Governo do Amazonas, contribuíram para que o Estado chegasse a situação alarmante da saúde.


“Eu aqui não estou atribuindo o peso do caos apenas para esta nova gestão, é claro que os problemas são decorrentes de anos. Porém, por medidas que não foram tomadas ainda no período de transição, e isso quem diz não sou eu, mas sim o Ministério Público do Amazonas embasado em relatórios; a atual administração não fez gestão e deixou com que o sistema de saúde entrasse em colapso, piorasse, virou um caos e não adianta negar, pois em cada porta de hospital centenas de pessoas pedem ajuda”, afirmou.


Visita à Cema


Na inspeção realizada na Cema nesta sexta, Wilker Barreto foi informado que faltam 338 medicamentos essenciais e 38 vitais, um total de 80%. Entre os fundamentais, ou seja, que pode levar um ser humano a óbito se não for ministrado, está a Atropina, indicada para combater arritmias cardíacas, mal de Parkinson, a intoxicação por inseticidas, secreções do sistema respiratório, para diminuir a salivação durante a anestesia e intubação, entre outros. Este medicamento tem previsão para chegar à Central apenas dia 09/03, após o carnaval.


Outro item alarmante que está em estoque zero é a compressa cirúrgica de campo operatório, indispensável para absorver o sangue, líquidos e secreções, tanto nas superfícies cruentas, como em cavidades onde servem como camada contra eventuais traumas. Pode também ser usado como um protetor de órgãos e tecidos durante o ato cirúrgico. A previsão de chegada deste produto é daqui pouco mais de 20 dias (22/03, diz o relatório da Cema).

 

A Cema tem déficit de 80% dos produtos, o que inclui medicamentos e

Produtos para a Saúde, de acordo com parlamentar (Foto: Divulgação)


Na última segunda-feira, 25, a presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada Dra. Mayara (PP), alertou os parlamentares sobre a falta de compressas nos hospitais. Segundo ela, no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, todas as cirurgias foram canceladas desde a última sexta-feira, 22, por falta deste insumo. “Sem compressa cirúrgica não tem como fazer o procedimento, o que é um absurdo. Por isso, faço um apelo ao Governo do Estado para que tome as rédeas da situação e faça um planejamento para tirar a saúde da UTI”, afirmou a parlamentar na ocasião.

 

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Para Wilker, a fiscalização é fundamental e vai continuar até o abastecimento atender a população. “Alguém tem que cobrar. A Cema não é a vilã, mas deveríamos ter tido iniciativas de gestão mais céleres, principalmente aos itens vitais. É o que falei para o Governador, não podemos deixar a burocracia ceifar vidas. Está faltando catéter, fio cirúrgico, e ainda estão aderindo à ata, abrindo processo licitatório. Qual o motivo de não ter decretado estado de emergência logo nos primeiros dias do ano. Tem que se verificar a solução mais prática neste instante. Se carreta e a parte a fluvial começam a empatar, embarca de avião os medicamentos e socorre quem precisa”, frisou.

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