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Internacional

05/12/2018

Bachelet, da ONU, diz ser contrária à liberação de armas sem controle e que órgão monitora Brasil de perto

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Foto: Reprodução

O presidente eleito defendeu publicamente ao longo da campanha a flexibilização do porte de armas para permitir que o cidadão se defenda

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira ser contrária à liberação de armas sem controle para a população e disse que armas são muito perigosas "nas mãos de pessoas que não sabem usá-las corretamente".


Bachelet, que também é ex-presidente do Chile, respondeu ao ser questionada sobre como o órgão que chefia dentro da Organização das Nações Unidas (ONU) vê as propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro.


"Até agora não vimos nada ainda, foi só um anúncio, veremos o que acontece depois", disse Bachelet em Genebra, acrescentando que o órgão está monitorando o Brasil de perto, assim como todos demais países.


O presidente eleito defendeu publicamente ao longo da campanha a flexibilização do porte de armas para permitir que o cidadão se defenda.
Bachelet também se posicionou contra um envolvimento maior de militares em ações de combate à violência. "Eu não concordo com isso, quero dizer, não acredito que essa seja a maneira como devemos fazer isso".


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Ditaduras


A ex-presidente do Chile, que assumiu o cargo na ONU em setembro deste ano, também comentou as declarações de Bolsonaro de que não houve ditaduras no Chile e no Brasil.


"Eu realmente acredito que na América Latina tivemos uma época em que tínhamos muitas ditaduras em vários países. E eu acredito que no Brasil houve uma ditadura e que tiveram vítimas dessa ditadura e tortura", disse a maior autoridade em Direitos Humanos da ONU, acrescentando a existência de comissões de verdade para investigar o período.


"É claro que no Chile também tivemos uma ditadura por 17 anos e Pinochet não foi eleito pelas pessoas, ele deu um golpe de Estado", afirmou sobre Augusto Pinochet, que já foi elogiado publicamente por Bolsonaro. "Houve muitas pessoas que desapareceram, que foram mortas, torturadas", acrescentou.

 

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"Eu espero que tenhamos aprendido uma lição na América Latina, de que, embora democracias não sejam perfeitas, a democracia é a melhor maneira para as pessoas poderem se desenvolver e ter os direitos e oportunidades que merecem", disse a alta-comissária.

 

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