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Política no Amazonas

11/01/2017

Braga acusa José Melo de fazer acordo com a FDN para garantir eleição. Melo diz que acusação é mentirosa e chama Braga de irresponsável e criminoso

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Foto: Foto-montagem

Segundo Eduardo Braga, a FDN teria prometido dar 100 mil votos para Melo em troca de uma espécie de "liberdade condicionada" nos presídios do Amazonas.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) acusou o governador do Amazonas, José Melo (Pros), de ter feito um acordo com a facção Família do Norte (FDN) para garantir sua eleição. Segundo ele, o grupo teria prometido dar 100 mil votos para Melo em troca de uma espécie de "liberdade condicionada", nas palavras dele, nos presídios em Amazonas.


Para Braga, o "escândalo" da morte de 60 presos em penitenciárias no Estado - que teriam sido realizados por integrantes da FDN - era esperado. "Isso é uma tragédia anunciada, em 2014 nós denunciamos o acordo do governo com a facção", disse o senador, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.


O parlamentar disse esperar que as autoridades do Judiciário tomem providências, uma vez que, disse, Melo está cassado pela Justiça Eleitoral, mas se mantém no cargo por meio de uma liminar. Se Melo perder o cargo por decisão do judicial, Braga - que ficou em segundo na disputa - assumiria. O senador já governou o Estado por dois mandatos.


Questionado se o governo federal deveria ter ajudado o governo estadual na crise penitenciária, Braga disse que o Estado não pediu inicialmente reforço federal. Para ele, a gestão prisional no Amazonas é culpa somente do governo local. Nesta terça-feira, 10, a Força Nacional começou a chegar a Manaus para ajudar na segurança pública no Estado. Amazonas é um dos sete Estados que pediram ajuda para reforçar a segurança do sistema penitenciário local.


Para o senador, a tragédia é "muito maior" do que os 60 presos mortos nas rebeliões do Estado. Ele lembrou que há ainda mais de uma centena de foragidos e que teria havido o crescimento na violência pública no Estado.


Melo rebate Braga


O governador do Amazonas, José Melo, rebateu nesta terça, em nota oficial, as acusações feitas pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) segundo as quais ele teria feito um acordo com a facção Família do Norte (FDN) em troca de garantir sua eleição.


"O governador José Melo repudia a tentativa do senador Eduardo Braga, derrotado nas urnas na última eleição para o Governo do Amazonas, de buscar promoção política em cima dos problemas registrados no sistema prisional em Manaus. As acusações são mentirosas e as ilações feitas pelo senador são irresponsáveis e também criminosas. Refletem a postura política de quem aposta na adoção em uma linha de oposição desqualificada contra o governo, baseada na proliferação de boatos, em afirmações mentirosas e na torcida pelo 'quanto pior, melhor'", afirmou a Secretaria de Comunicação Social do Estado.


A manifestação disse que o governador também repudia a tentativa de associá-lo a "supostas negociações" com criminosos ou de ter usado forças policiais durante as eleições de 2014. Segundo a nota, o processo está em fase de instrução e os advogados que fazem a defesa do governador ressaltam que em nenhuma das acusações há qualquer comprovação de veracidade nas denúncias. "A assessoria jurídica reforça que, nas próprias conversas mencionadas, os diálogos são claros no sentido de que não houve qualquer tipo de acerto em troca de apoio. Todas as palavras relacionadas à campanha foram proferidas pelo detento, sem que tenha havido qualquer contrapartida do interlocutor, no caso o major Carliomar Brandão", explicou.


Carliomar era subsecretário de Justiça do governo de Melo quando, em outubro de 2014, veio a público uma gravação, que chegou a ser publicada pela revista Veja. Nesse áudio, ele teria ido a um presídio reunir-se com presos para, em troca de supostas regalias, receber apoio de um líder da FDN à eleição dele.


"É importante relembrar que, quando as denúncias foram feitas, o major citado foi afastado do cargo que ocupava na direção do sistema penitenciário. Ressalta-se, ainda, que as denúncias não foram comprovadas e ainda não houve julgamento do caso, o que, portanto, não impede que o major exerça qualquer cargo público", frisou.


A nota destacou ainda que, nos dois turnos para eleição ao governo estadual em 2014, "o candidato Eduardo Braga (PMDB) teve mais votos que todos os demais candidatos do pleito nos colégios eleitorais dos presídios do Estado, segundo a apuração oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas".


Na nota, o governador do Amazonas disse ter solicitado apoio da Força Nacional de Segurança Pública ao Ministério da Justiça no último domingo, 8 de janeiro. O ofício com o pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e ressalta que o reforço de pessoal e equipamentos é fundamental para auxiliar o Estado a enfrentar a crise no sistema penitenciário. Entre outras providências, é dito que uma força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) está em curso na capital, com policiais civis e militares trabalhando dobrado para garantir a segurança nas ruas e o controle da situação nos presídios.


Leia a íntegra da nota da Secom:


O governador José Melo repudia a tentativa do senador Eduardo Braga, derrotado nas urnas na última eleição para o Governo do Amazonas, de buscar promoção política em cima dos problemas registrados no sistema prisional em Manaus. As acusações são mentirosas e as ilações feitas pelo senador são irresponsáveis e também criminosas. Refletem a postura política de quem aposta na adoção de uma linha de oposição desqualificada contra o governo, baseada na proliferação de boatos, em afirmações mentirosas e na torcida pelo 'quanto pior, melhor'.


O governador José Melo repudia a tentativa de lhe associar a supostas negociações com criminosos ou de ter usado forças policiais durante as eleições de 2014. O processo está em fase de instruções e os advogados que fazem a defesa do governador ressaltam que em nenhuma das acusações há qualquer comprovação de veracidade nas denúncias. A assessoria jurídica reforça que, nas próprias conversas mencionadas, os diálogos são claros no sentido de que não houve qualquer tipo de acerto em troca de apoio. Todas as palavras relacionadas à campanha foram proferidas pelo detento, sem que tenha havido qualquer contrapartida do interlocutor, no caso o major Carliomar Brandão.


Cabe ressaltar que nos dois turnos da eleição para o Governo do Amazonas, em 2014, o candidato Eduardo Braga (PMDB) teve mais votos que todos os demais candidatos do pleito nos colégios eleitorais dos presídios do Estado, segundo a apuração oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.


É importante relembrar que, quando as denúncias foram feitas, o major citado foi afastado do cargo que ocupava na direção do sistema penitenciário. Ressalta-se, ainda, que as denúncias não foram comprovadas e ainda não houve julgamento do caso, o que, portanto, não impede que o major exerça qualquer cargo público.


O governador do Amazonas, José Melo, solicitou apoio da Força Nacional de Segurança Pública ao Ministério da Justiça no último domingo, 8 de janeiro. O ofício com o pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes e ressalta que o reforço de pessoal e equipamentos é fundamental para auxiliar o Estado a enfrentar a crise no sistema penitenciário. Uma força-tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) está em curso na capital, com policiais civis e militares trabalhando dobrado para garantir a segurança nas ruas e o controle da situação nos presídios.


No ofício, o governador fala do trabalho das forças de segurança pública do Estado desde as primeiras ocorrências nas unidades carcerárias, no dia 1º de janeiro. José Melo ressaltou que o Comitê de Gerenciamento da Crise no Sistema Penitenciário, integrado pelas secretarias de Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária (Seap), vem adotando todas as medidas para contornar o problema, mas os acontecimentos registrados na madrugada de domingo o levaram a decidir pelo pedido de apoio. Na madrugada, uma rebelião na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, terminou com a morte de quatro detentos. O presídio foi reativado em regime de urgência para receber presos transferidos de outras unidades e que estavam ameaçados de morte.


"O trabalho que está sendo feito desde o dia 1º de janeiro, não só no sistema prisional em si, mas ainda na busca incessante de captura de foragidos e no aumento do policiamento investigativo e ostensivo nas ruas de Manaus e no interior do Estado, está levando os envolvidos (Polícia Militar, Civil, Secretaria de Segurança Pública e inteligência) a limites preocupantes, do ponto de vista físico e psicológico", ressalta o governador em trecho do ofício N 016/2017-GE.


Segundo o governador, o problema no sistema penitenciário não é isolado. É um problema nacional cuja resolução depende da união de todos. "Diante do fato novo, do limite em que se encontram os integrantes do sistema e da recomendação feita pelo Comitê de Crise em conjunto com o Ministério Público Estadual, solicitamos o envio da Força Nacional, sem prejuízo das demais solicitações", disse.


Para enfrentar os problemas registrados no sistema penitenciário, o Governo do Amazonas já havia solicitado ao Ministério da Justiça, no início da semana, o envio de tornozeleiras eletrônicas, scanners corporais, bloqueadores de sinal de celular e recursos para ampliar e reaparelhar o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística.


No último dia 6 de janeiro, o governador José Melo também pediu apoio do Ministério da Justiça e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com a disponibilização da força integrada do órgão. O pedido incluía a disponibilização temporária de agentes federais de execução penal, que trabalham em presídios federais, para garantir o restabelecimento da ordem nos presídios amazonenses, o envio de equipamentos eletrônicos de rastreamento de celular para uma varredura nas unidades prisionais, além do oferecimento de cursos de inteligência, o estabelecimento de protocolos e procedimentos de segurança, revistas e atuação, e um diagnóstico para a reestruturação do sistema prisional do Estado. 

 

Agência Estado / PORTAL DO ZACARIAS

Comentários

Blábláblá de um lado... - 10/01/2017 às 23:46
...e blábláblá do outro, e o povo se dando mal a cada escolha que faz pra cargos como esse. Elegeram Braga e Melo, pois que aguentem!
SERGIO MORO - 11/01/2017 às 00:17
SE GRITAR PEGA LADRAO, NAO FICA UM.
Daniel Aguiar - 11/01/2017 às 09:54
E muito cara de pau , um sujo falando do mau lavado. Agora todo mundo só fala nesses presos que morreram e nas pessoas de bem que sofrem nas filas de hospitais nos leitos desses prontos socorros que nem remédio pra dor tem a população Amazonense está morrendo aos poucos por falta de amparo do governo Federal, Estadual e Municipal e eu vou tá me importando com F D N me poupe.
Janio Ramires - 11/01/2017 às 09:55
Gente não tenho certeza, mais parece que tem áudio vazado, espalhando esse dito acordo. Agora, esse tal áudio tem que ser investigado a fundo e responsabilizar quem realmente faz parte disso.
Rodrigues Machado - 11/01/2017 às 09:56
O Dudu assim conhecido não aprende mesmo podia ter ficado calado como estava esses dias todos só pq viu que o governo federal está se importando com o Norte agora ele vem e ainda fala merda......
Tavares Oliveira - 11/01/2017 às 10:00
Vocês dois tenham calma o juiz Sérgio Moro já está chegando aqui em Manaus agora se vocês dois querem duelar por mim pode morrer os dois são bandidos mesmo
Irvinbernar Junior - 11/01/2017 às 10:00
Eita porra agora vai começa a delação pra não morre kkkkkkk tomara que morra e tudo
Frank Fernandes - 11/01/2017 às 10:13
Bota esses dois dentro do presidio e deixa eles se matarem
Francenir Lima - 11/01/2017 às 10:13
Um e dá FDN o outro do PCC
Sebastião Monteiro - 11/01/2017 às 10:14
e a briga pelo poder e o povo que se lasque
QUIPROCÓ - 11/01/2017 às 10:17
Depois do retorno do GM pra cá, a balburdia administrativa se instalou no Estado. As falsas lideranças criadas por ele (amazoninos,alfredos, eduardos, omares e melos) apenas contribuíram para transformar o Amazonas num poço de desordem social e econômica, redundando em tudo isso que estamos vivenciando em termos de insegurança, saúde, educação falidas, desemprego, infraestrutura péssima, enfim uma série de desmandos que não serão resolvidos, enquanto não colocarmos no executivo e legislativo, elementos comprometidos com as demandas da população.
maciel - 11/01/2017 às 10:32
O sujo falando do mal lavado
lazaro souza - 11/01/2017 às 10:33
Calma DUDU CALMA parente!!!Juiz Sergio Moura vai te pegar!!!!
Em nome da Verdade. - 11/01/2017 às 11:23
Todo o Amazonas é conhecedor dos apoiadores do governador José Melo, dentre os conhecidos estão Omar Aziz, Alfredo Nascimento, Serafim Correa, Pauderney Avelino, Arthur Neto, Amazonino Mendes, Irmãos Camara, Irmãos Lins, Josué Filho e Josué Neto, Ricardo Nicolau, todas as empresas fornecedoras do Estado, todas as empresas que tem contratos com o governo do Estado, todas as empresas tercerizadas contratadas pelo Estado, Policia Militar, Policia Civil, etc... Agora, o que me deixa pasmo é que todos negam tal conhecimento, ainda que por diversas vezes foi mostrado nas propagandas políticas quem eram os apoiadores do Governador José Melo, não podem hoje negar tal conhecimento e procurarem culpados. No meu pequeno entender os acusados pela falência do Estado é do atual Governador José Melo e seus apoiadores e não me venham dizer o contrário. Eduardo Braga tenta com a desgraça de muitos se tornar governador no vácuo desta penúria. Acordem para a realidade, votem em pessoas comprometidas com o bem público, social, educacional, que traga emprego e renda para a população o resto é apenas para se eleger e ficar rico nas tetas do POVO. GILBERTO NASCIMENTO - BABÁ.
de olho - 11/01/2017 às 11:38
Não é só o Eduardo Praga que o acusa, é toda a sociedade amazonense. E todos são mentirosos?
Catiana Laraz Coelho - 11/01/2017 às 12:59
Tudo farinha do mesmo saco
Rafael - 11/01/2017 às 13:10
Esse Eduardo Braga deveria se mancar, o cara não se conforma com a derrota e fica tentando se promover a qualquer custo. Volta para o Pará, vai viver na sua vida na sua cidade natal e não perturbe mais por aqui.

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