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Política

09/08/2018

Fragmentação e dúvida por Lula marcam maratona de debates; Band abre série

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Foto: Reprodução

Só não deverá estar na Band o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja candidatura traz outra marca da disputa eleitoral deste ano

O número de candidatos a presidente convidados para o primeiro debate eleitoral deste ano, às 22h desta quinta-feira, 9, na Band, serve como retrato do momento de fragmentação da política brasileira. 


Segundo a legislação eleitoral, os organizadores dos debates são obrigados a convidar todos os candidatos cujos partidos ou coligações têm ao menos cinco parlamentares entre os 513 deputados federais e 81 senadores. Neste momento, nove das 13 candidaturas oficialmente apresentadas atendem esse requisito.


Em eleições anteriores, a "nota de corte" para participação nos encontros era mais baixa: a lei obrigava o convite a candidatos cujos partidos ou coligações tivessem ao menos um parlamentar. E, mesmo assim, menos gente atendia a tal regra na comparação com 2018.

 


Entre 2002 e 2010, apenas quatro candidaturas tinham a obrigação, por lei, de serem convidadas para debates. Em 2014, este número chegou a sete.


O fato de nove candidaturas cumprirem uma exigência legal mais rigorosa do que a de anos anteriores não só reflete o nível da divisão política de hoje, como serve de sinal para as possíveis dificuldades do próximo ou próxima presidente na hora de formar uma maioria no Congresso para aprovar medidas de governo.


Deste grupo, só não deverá estar na Band o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja candidatura traz outra marca da disputa eleitoral deste ano: a de que o líder das pesquisas de intenção de voto está preso há quatro meses e potencialmente inelegível, em um símbolo também do impacto da Operação Lava Jato sobre a política. O PT entrou na Justiça para levar o ex-presidente ao debate.


Assim, os participantes confirmados no debate da Band são Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).


As emissoras de TV não são obrigadas a convidar João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU), cujos partidos não atendem ao requisito de representação no Congresso.

 


Debate de presidenciáveis na Band em 2014; sete candidatos
participaram


PT vai à Justiça por Lula no debate


O PT ainda tenta, na Justiça, conseguir uma autorização para que Lula esteja no debate. Para o partido, o ex-presidente poderia participar mesmo que por videoconferência.


Na segunda, 06, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) sequer analisou o mérito de um pedido do PT para a participação de Lula e remeteu a solicitação de volta à primeira instância, onde já foi negado um recurso do partido para que seu candidato pudesse dar entrevistas e estar em debates.

 

Fotos: Reprodução


Na quarta-feira, 08, o partido voltou a insistir junto ao TRF-4 pela presença de Lula e apresentou um mandado de segurança ao TRF-4. O pedido ainda não foi analisado.


Em paralelo, o PT tentou negociar com a Band a participação de um representante do partido -- possivelmente Fernando Haddad, vice na chapa de Lula e que deve assumir a candidatura se o ex-presidente for vetado pelo TSE. A emissora não aceitou.


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Se Lula não puder participar, o PT quer que a Band deixe um púlpito vazio para representar o que chamou de "ausência forçada" do ex-presidente no debate. A emissora não informou como procederá.


O partido também anunciou que vai fazer seu próprio debate, com transmissão pela internet, no mesmo horário do evento da Band. Os participantes serão Haddad; Manuela D'Ávila (PCdoB), que assumirá a vaga de vice após a definição jurídica sobre a candidatura de Lula; a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR); e o coordenador-executivo da campanha de Lula, José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras.

 

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