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Copa do Mundo 2018

13/06/2018

Guia Tático de Portugal na Copa: mutações para Cristiano brilhar

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Foto: Reprodução

De forma simples, Portugal nos apresentou o conceito de modelo de jogo

Portugal tem uma longa tradição no futebol, mas na Copa do Mundo, o máximo que conseguiu foi uma semifinal, em 1966 e 2006.

 

Fora de vários torneios durante a década de 1990, o país foi um dos primeiros a tratar o futebol como uma ciência.

 

Se hoje estudamos os movimentos do jogo, é porque a academia portuguesa, na virada dos anos 2000, compilou diversos estudos e padrões que remodelaram os treinos na Europa inteira.

 

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José Mourinho é o maior expoente dessa evolução, aplicando a periodização tática no Porto, Chelsea e Inter de Milão.

 

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De forma simples, Portugal nos apresentou o conceito de modelo de jogo, o estudo dos padrões de comportamento e moldou treinos para tornar equipes mais coletivas e velozes.

 

Mesmo assim, Portugal só conseguiu suas maiores glórias pelo conservadorismo.

 

Na Era Felipão foram uma final e uma semifinal de Eurocopa e uma semi de Copa, oferecendo muita dificuldade à França.

 

Em 2016, apenas Fernando Santos - e talvez Cristiano Ronaldo - acreditavam que a equipe sairia campeã da França. Portugal fez uma Eurocopa que beirou o sofrível, com empates contra Suíça e Polônia e um mísero gol na final, contra a França.

 

André Silva segurando zagueiros para Cristiano ficar livre

(Foto: Leonardo Miranda)

 

Nada pode tirar o mérito dos portugueses, que competiram demais e travaram todos os jogos.

 

Nesta Copa, Portugal se coloca como favorita pela primeira vez na história. E não é só pelo seu craque (leia perfil na Revista Época), é também pelo trabalho em equipe para que ele brilhe.

 

Cristiano na construção das jogadas

(Foto: Leonardo Miranda)

 

O técnico português entendeu que acomodar Cristiano Ronaldo em sua zona mais preciosa e letal - atrás dos zagueiros, de frente para o gol e confortável para finalizar como e quando quiser - era o caminho mais efetivo para vencer.

 

André Silva é o Benzema português: o camisa 9 móvel que fica na cola dos zagueiros adversários, tirando a defesa da jogada e permitindo que Cristiano apareça livre nos lugares mais inesperados.

 

Flutuação dos meias na saída de bola

(Foto: Leonardo Miranda)

 

A confiança no camisa 7 é tão grande que, quando o time precisa atacar, como será no grupo contra Marrocos e Irã, é Cristiano quem sai da área, recua, busca jogo e aciona os laterais.

 

O time gira em torno dele - da sua capacidade de finalização, de passe curto ou de passe longo.

 

Portugal se defendendo (Foto: Leonardo Miranda)

 

Um dos méritos de Fernando Santos foi promover a entrada de jovens valores, como Bernardo Silva.

 

A estrela do City é um meia que flutua pelo lado e tem passes rápidos pelo setor, algo que o time aproveita.

 

Na saída de bola, laterais e volantes ficam na mesma faixa e Bernardo Silva e João Mário, da Inter de Milão, procuram o centro, geram apoio, recebem e já ligam com Cristiano Ronaldo.

 

Provável time titular de Portugal na Copa

(Foto: Leonardo Miranda)

 

Defensivamente, o tradicional: duas linhas de quatro.

 

Porque Portugal é um time tradicional. Não há comportamentos tão padronizados, nem um estilo de jogo muito definido.

 

Contra-ataque? Sim, é forte. Jogadas construídas com calma? Também existem. Defesa forte? Nem tanto.

 

Foram vários gols tomados na Eurocopa, e neste ano, um amistoso com a Holanda, que terminou em 3x0 para a Orange, escancarou o problema defensivo de uma equipe que luta, mas nem sempre joga bem.

 

De todas as equipes com Cristiano, esse time de Portugal só não é mais talentoso que o comandado por Felipão em 2006.

 

Outro time brioso, que lutava, com um jogo mais emocional que jogado.

 

O que faz o português mais incrédulo acreditar que há chances é não apenas qualidade que faltou em 2014 e 2010.

 

João Mário, João Moutinho e Bernardo Silva são nomes capazes de dar o suporte que todo craque precisa para brilhar.

 

O jogo contra a Espanha, logo no segundo dia de Copa, promete ser memorável. Assim como qualquer segundo que Cristiano toque na bola na Rússia. 

 

Globo esporte

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