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Mulher

25/01/2019

Mulher leva tiro na cabeça e denuncia marido escrevendo nome dele com sangue em maca, em Pernambuco

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Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Civil, Evaldo Silva foi preso em flagrante após atirar em Elaine Maria de Santana dentro da residência do casal, em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco

Um homem foi preso em flagrante por atirar na cabeça da mulher, dentro de casa, em Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

 

Segundo a Polícia Civil, a vítima ficou gravemente ferida, mas conseguiu denunciar o marido.

 

"No hospital, desesperada, ela tirou o sangue da cabeça e escreveu o nome dele na maca", afirmou a delegada Bárbara Fort.


Ainda segundo a polícia, o segurança Evaldo de Andrade Silva atirou em Elaine Maria de Santana na quarta-feira, 23. Em seguida, ele pediu ajuda aos vizinhos e levou a mulher para um hospital da cidade.


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Por causa da gravidade dos ferimentos, Elaine foi transferida para o Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife. Na unidade de saúde, ela passou por neurocirurgia nesta quinta, 24, e tem quadro de saúde considerado estável.


Durante entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira, 24, no Recife, a delegada Bárbara Fort explicou como a polícia chegou até o autor da tentativa de feminicídio. Segundo ela, Elaine, mesmo debilitada e sem condições de falar, usou gestos para se comunicar com a polícia.


"A gente perguntou se o responsável pelo tiro era o companheiro e ela fez gesto positivo. Também questionamos se o tiro teria sido disparado de forma acidental e ela negou, também com gestos", disse a delegada.

 

Delegada Bárbara Fort e major Fábio Batista participaram de

coletiva e falaram sobre o crime (Foto: Polícia Civil / Divulgação)


A captura ocorreu logo após o crime, quando Evaldo voltou para a residência do casal para levar os filhos de Elaine, que ela teve em um relacionamento anterior.


A polícia informou que também prendeu Davi Israel Pereira da Silva, um vizinho de Evaldo que guardou a arma usada no crime.


"Prendemos Evaldo e Davi em um carro preto, quando eles se preparavam para a fuga. No veículo, também estavam duas crianças [filhos de Elaine]", informou o major Fábio Batista, do 2º Batalhão da PM, que participou da prisão.


Evaldo e Davi foram levados para uma audiência de custódia. A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para saber o resultado da audiência e aguarda a resposta.

 


Vítima do disparo foi levada para o Hospital da Restauração, no

bairro do Derby, na área central do Recife (Foto: Marina Meireles)


Versões


A polícia informou que depois de atirar na cabeça da mulher, Evaldo apresentou uma série de versões para o fato. Essas informações foram repassadas para os vizinhos, para os atendentes no hospital e até a para a polícia.


Primeiro, o segurança disse aos vizinhos que Elaine havia levado uma queda. Em seguida, desmentiu a primeira versão, e falou em tiro acidental.
"No hospital, ele voltou a falar que ela tinha caído. Quando foi informado a ele que havia marca de disparo de arma de fogo, Evaldo disse que era uma tentativa de suicídio. Ele também falou que havia ocorrido uma briga corporal e que não sabia quem tinha atirado", observou Bárbara Fort.


Para a delegada, Evaldo é um homem frio e que não demonstra remorsos pelo crime. "Quando conversamos, ele disse que ela tinha ciúmes e que ele pegou a arma para ameaçá-la e amedrontá-la", afirmou.


A polícia informou ter ideia de como ocorreu o disparo. "Sabemos que o tiro foi dado de cima para baixo. Como os dois têm uma altura compatível, acreditamos que ela foi baleada quando estava de joelhos ou sentada", explicou a delegada.


A Bárbara Fort afirmou que os vizinhos relataram que o casal tinha um relacionamento conturbado. "Eles relataram gritos na casa", comentou. No entanto, não havia, segundo a polícia, registro de queixas de violência física na delegacia da cidade.


"Existe uma denúncia de agressão feita quando Elaine tinha outro relacionamento, mas com Evaldo não há notificação", acrescentou.

 

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Feminicídios


De acordo com dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), entre janeiro e dezembro de 2018, Pernambuco registrou 75 feminicídios.

 

Os casos são contabilizados quando a mulher é vítima por causa da condição de gênero. No ano passado, houve uma ocorrência a mais do que no mesmo período de 2017.

 

G1

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