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13/09/2018

Roraima diz ter garantias de que Venezuela não cortará energia

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Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Governadora de Roraima, Suely Campos, fala à imprensa após reunião com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto

A governadora de Roraima, Suely Campos, assegurou não haver riscos da estatal energética venezuelana Corpolec suspender o fornecimento de energia elétrica para o estado de Roraima.

 

Ela participou de reunião fechada, em Brasília, nesta terça-feira, 11, com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco.

 

A possibilidade de a Corpolec interromper o serviço de abastecimento decorre de uma dívida de cerca de US$ 30 milhões que a Eletronorte admite ter com a estatal venezuelana. Segundo a própria estatal, a dívida não resulta de falta de dinheiro em caixa para pagar a Corpoelec, mas de “dificuldades operacionais” que a empresa vem enfrentando para transferir os US$ 4 milhões pagos mensalmente pelo fornecimento de energia – serviço prestado regularmente desde 2001.

 

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Ainda de acordo com a Eletronorte, as dificuldades de transferência de dólares para o país vizinho por meio do banco em que a Corpoelec tem conta começou após o governo dos Estados Unidos impor uma série de medidas restritivas contra a Venezuela, contra seu presidente, Nicolás Maduro, e altos funcionários do governo venezuelano.

 

No mês passado, o Ministério de Minas e Energia já tinha informado à Agência Brasil que o governo federal vem se empenhando para encontrar uma solução institucional para o problema. Na ocasião, o ministério minimizou o potencial de prejuízo para a população de Roraima, garantindo que, caso a Corpolec interrompa o fornecimento de energia elétrica para Roraima, a demanda do estado será suprida por usinas termelétricas.

 

Roraima é a única unidade da federação que não está interligada ao sistema elétrico nacional, sendo totalmente dependente do país vizinho. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), se necessário, as usinas termelétricas de Roraima, de fato, estão preparadas para suprir a demanda do estado, mas isso encarecerá os custos de produção energética, podendo ocasionar uma alta no preço da conta de luz de todos os brasileiros. Isso porque o custo de operação das termelétricas é mais caro e o custo adicional é compartilhado por todo o sistema nacional.

 

Ajuda técnica


Durante o encontro com o ministro Moreira Franco, a governadora de Roraima, Suely Campos, propôs que o Brasil ofereça suporte técnico e operacional à Venezuela, por meio da Eletrobras. A ajuda seria para a manutenção do Linhão de Guri, instalada em território venezuelano. Segundo o governo estadual, a falta de manutenção da rede elétrica do país vizinho tem ocasionado apagões diários em Roraima.

 

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A governadora ainda cobrou uma resolução que permita a construção do chamado Linhão de Tucuruí, linha de transmissão planejada para distribuir a energia elétrica produzida pela Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para a Região Norte. Licitada em 2011, com previsão de ser inaugurada em 2015, o projeto não saiu do papel porque os órgãos de governo não conseguiram obter o consentimento do povo indígena Waimiri Atroari, cujo território será cortado pelo empreendimento.

 

Agência Brasil

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