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12/08/2017

Situações vividas por Mion e Romeo ensinam a lidar com autismo de forma amorosa

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Foto: Reprodução

Desde que nasceu, transformou a vida do pai famoso que, de um jeito leve e didático, divide experiências sobre a criação de uma criança autista.

Com muita sensibilidade, o apresentador Marcos Mion compartilha em suas redes sociais textos sobre aprendizados vividos ao lado do filho Romeo, de 12 anos.

 

O menino tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, desde que nasceu, transformou a vida do pai famoso que, de um jeito leve e didático, divide experiências sobre a criação de uma criança autista.

 

Em suas redes sociais, Mion escreve textos emocionantes sobre a relação de amor e cumplicidade entre pai e filho.

 

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Para o apresentador, por exemplo, a simplicidade de Romeo ao pedir apenas uma escova de dente azul de Natal ou a espontaneidade ao cantar uma música de repente no meio de um restaurante são lições valiosas.

 

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E, a cada mensagem, o famoso destaca que Romeo é um “anjo azul” que veio para ensinar a vida a ele, ao lado da esposa, Suzana Gullo, e dos filhos Stefano, 7 anos, e Donatella, 8 anos.

 

 

“A luta é ainda maior para educar um filho autista e Mion tem uma postura exemplar. A criança autista, como qualquer criança, vem sem manual. Ela exige do pai o melhor que ele pode dar e é preciso encarar isso de forma positiva”, comenta o psiquiatra Leonardo Maranhão, especialista em autismo.

 

Relação de Mion com filho autista

 


Romeo é o primogênito da família e nasceu quando Mion tinha 24 anos. A chacoalhada na vida do apresentador e de Suzana fez, então, que ele se tornasse uma pessoa ainda mais dedicada à família e uma melhor versão de si mesmo.

 

Destacamos quatro relatos de Mion que são a prova real de que saber mais sobre o transtorno pode ajudar a acabar com o preconceito e de que a sensibilidade de pais e familiares é fundamental para incluir o autista nas relações sociais.


Romeo se tornou um "anjo azul" na vida de Mion

 

 

Com o nascimento de Romeo, Mion revelou se sentir mais próximo de Deus e agradecido pela "benção" de conviver com um indivíduo que representa "amor puro". Para o apresentador, o fato de se esforçar tanto para dar carinho, amor e atenção a seu filho também o fez uma pessoa melhor e mais compreensiva.

 

Veja o relato

 

 

 

"As pessoas me perguntam: como foi quando vc descobriu que seu filho faz parte do TEA? Perdeu o chão? Se desesperou? Duvidou de Deus? Respostas na sequência: Nunca. De forma alguma e só agradeci e me senti mais próximo de Deus Romeo é meu anjo. (...)


A criança autista necessita de amor, muito carinho, muita paciência e compreensão, então no momento que vc passa a ter que ser assim 24 horas por dia, vc vira um ser humano melhor! Vc se esforça diariamente pra viver sob esses pretextos que se assemelham demais aos ensinamentos de Jesus Cristo.

 

Agora dá pra começar a entender o pq da minha felicidade e orgulho! Romeo é um mestre!


Ensina a mim e à minha família diariamente. E o mais lindo é que ele não tem ideia! É instinto!

 

Se ele sente que não estou concentrado nele e não estou 100% com o peito e o coração abertos, ele diz: "mas papai, vc não tá feliz? Vc não me ama?" Pq pra ele amor é amor! É inteiro. E se vc não entrega amor puro, ele estranha!

 

Não reconhece. Não tem "eu te amo, mas to com coisa do trabalho na cabeça agora, filho..." NÃO TEM! Ele não identifica! Ele sente quando tem qq outra coisa junto da sintonia do amor e do carinho! Ou seja, vc vira uma pessoa melhor! Pq vc tem que fazer um exercício de estar amando com totalidade, até que isso vira algo comum".

 

Ele entende o comportamento de Romeo de maneira leve

 

 

Um dos relatos de Mion foi sobre um ‘ataque de alegria’ que Romeo teve no meio de um restaurante. Ele começou a cantar o funk "Michael Douglas" de repente, provocando risadas de toda a família que estava na mesa. 

 

Na legenda da publicação, o apresentador destacou como funciona o cérebro do autista.

 

 

“Os pensamentos, ideias, vontades e memórias não tem começo, meio e fim; todas essas informações flutuam sem controle, variando de acordo com as vontades, anseios e lembranças antigas ou que têm uma situação repetida como gatilho”, destacou.

 

O psiquiatra Leonardo Maranhão explica que, de fato, a construção do pensamento do autista é “fragmentada”.

 

Por consequência, a percepção de mundo também é. Uma das características do autista, aliás, é viver em seu próprio mundo. Ele não tem noção do que é adequado e do que não é, porque ainda não existe esse ajuste fino [de percepção]”, comenta.

 

“No caso do ‘ataque de alegria’, ele interpretou algo que causou felicidade e expôs isso de maneira natural. Ele não consegue conter e explode em euforia”.

 

O mesmo acontece em um estado de tensão e irritação, que pode ser a origem de uma birra. “Se tem algo que o incomoda, como aglomeração, ruído ou luminosidade, ele pode explodir sem conseguir captar o motivo”.

 

“É preciso saber que a arquitetura cerebral do autista é diferente da nossa, e que ele pode ter dificuldades na área da linguagem, nas áreas motoras. Ao mesmo tempo, ele tem capacidade de observar padrões que a gente não consegue, por ter a construção do pensamento um pouco diferente da nossa”, pontua o psiquiatra.

 

O “ajuste fino” para as emoções, como destaca o especialista, deve ser desenvolvido “de forma lenta e gradual” com tratamentos para a criança se adaptar melhor aos meio social. Por isso, é tão importante estimular o desenvolvimento da criança autista.

 

Romeo ensina sobre valores simples da vida

 


Em um de seus textos mais famosos, Mion relata o dia em que Romeo pediu uma escova de dente azul de presente de Natal, enquanto seus irmãos fazem uma lista de produtos eletrônicos e de marcas famosas. Leia um trecho:

 

“(...) Até que chegamos no Romeo e indagamos o que ele gostaria de ganhar do Papai Noel.

 

"Uma escova de dentes azul".


O apresentador conta que ele e Suzana ainda sugeriram que Romeo poderia pedir um bichinho de pelúcia ou um tablet novo, “uma das ferramentas mais poderosas de comunicação dos autistas com o mundo exterior”. Mas, o menino manteve o pedido da escova de dentes.


“Suzana e eu, instantaneamente ficamos emocionados com aquela resposta. Ao meio de tanto consumismo, numa época que virou símbolo de consumismo, nosso mestre, sem saber, sem ter a consciência externa do que estava fazendo, afinal sua sabedoria é nata, é orgânica e instintiva, colocou nossos pés no chão, nos remontando com os verdadeiros valores do Natal.


O que realmente vale nessa vida? Essas coisas materiais vão com o tempo, quebram, ficam velhas e obsoletas tornando-se um lembrete vivo e constante de dinheiro que jogamos pela janela adquirindo valores que não interessam”.

 


Desta experiência, o psiquiatra destaca dois importantes aprendizados:

 

O autista tem prioridades e critérios muito particulares.

 

“É natural que ele peça apenas a escova de dente azul, porque o autista é menos afetado pelo consumismo e pela publicidade do que as outras crianças”, destaca. “Por ter menos interação com outras crianças, ele também compartilha menos os desejos comuns e tem interesses genuínos”.

 

Pedir um simples objeto de presente de Natal, entretanto, não seria sinal apenas de “humildade”. “Esse fato mostra que eles são mais interessados na satisfação de um desejo pessoal do que ter um brinquedo que todos têm, por exemplo”.

 

A tecnologia pode, de fato, ajudar na criação de crianças autistas. “Desde que os pais consigam usar esse interesse no tablet para adicionar aplicativos educativos, com um aprendizado direcionado. É importante que a criança não fique só assistindo vídeos ou o dia inteiro no iPad. Os pais também devem estimular outras brincadeiras”.

 

Juntos, eles quebram as barreiras do preconceito com autistas

 

Fotos: Reprodução 

 

Ao lado da família, Mion faz questão de ser um porta-voz sobre o autismo e encara o preconceito contra autistas destacando o orgulho e a felicidade que tem por ter Romeo em sua vida.

 

Em seus textos, ele também dialoga com pais e familiares que precisam enfrentar as dificuldades de criar uma criança autista:

 

" (...) Autismo não é uma doença, é uma condição. A falta de informação gera um medo e o preconceito. Por isso, hoje é dia de conscientizar! E eu posso gritar pro mundo todo: SOU MUITO FELIZ E ABENÇOADO POR DEUS POR TER A HONRA DE CONVIVER COM O ROMEO, meu filho que está no espectro autista.


Como sempre falo, somos muito mais felizes do que quem olha torto ou não "deseja o mesmo pra si", pois vivemos com um anjo iluminado por Deus que nos traz a pureza e o amor TODOS OS DIAS! Vcs tem noção o privilégio disso?


Se vc tem um autista na sua família, parabéns!! Vc tb é um dos escolhidos!! Já somos mais de 2 milhões de famílias! Se informe, perca o medo! Quanto antes vc aprender e puder conviver com uma criança q faz parte do TEA, melhor pra vc!".

 

Vix.com

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