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Política

11/02/2019

STF deve decidir nesta semana se homofobia passará a ser crime no Brasil

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Foto: Reprodução

Crime não consta na legislação brasileira; casos envolvendo agressões contra homossexuais são tipificados como lesão, tentativa de homicídio ou ofensa

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode definir, nesta semana, se a homofobia vai se tornar ou não um crime tipificado na legislação brasileira.

 

Isso porque, na próxima quarta-feira, 13, uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar o preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais) será julgado pela Corte.


Desde 2013, esse processo tramita no Congresso Nacional, mas vinha sendo deixado de lado devido a outras pautas urgentes propostas no plenário do Supremo. A tipificação da homofobia como crime será relatada pelo ministro Celso de Mello.


Também na sessão de quarta, os ministros devem definir se o Supremo pode criar regras temporárias para punir agressores do público LGBT, devido à demora da aprovação da matéria no Congresso. Pelo atual ordenamento jurídico, a tipificação de crimes cabe ao Poder Legislativo, responsável pela criação das leis.


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Embora pesquisas apontem que, a cada dois dias, uma morte por motivos homofóbicos seja denunciada no País, até hoje, o crime não está tipificado na legislação penal brasileira. Atualmente, nos casos envolvendo agressões contra homossexuais , a conduta é tratada como lesão corporal, tentativa de homicídio ou ofensa moral.


Segundo um levantamento recente, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2017, foi registrado o maior número de mortes relacionadas à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser feito pela entidade, há 38 anos. Naquele ano, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos apenas por serem quem são.


Os dados jogam luz sobre a intolerância contra a comunidade LGBT no País. Isso significa que a cada 25 horas uma pessoa com uma dessas orientações sexuais é morta. A organização também aponta que o Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.

 

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Pesquisas apontem que, a cada dois dias, uma morte por motivos

homofóbicos seja denunciada no País (Foto: Reprodução)


No entendimento do PPS, a minoria LGBT deve ser incluída no conceito de "raça social" e os agressores punidos na forma do crime de racismo. Esse foi o meio que o partido encontrou para tipificar o crime, com bases jurídicas.


"O heterossexismo social constitui uma ideologia racista e, portanto, a homofobia e a transfobia constituem-se ideologias/condutas tipicamente racistas por serem decorrências do racismo heterossexista", argumenta o partido.

 

iG

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