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Internacional

05/12/2018

Tribunal Eleitoral da Bolívia permite nova candidatura de Morales

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Foto: José Cruz / Agência Brasil

O presidente da Bolívia, Evo Morales

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia autorizou a candidatura do presidente Evo Morales para as prévias das eleições de 2019. Será a quarta vez que ele buscará se reeleger.

 

O órgão eleitoral adiantou, em reunião de emergência, uma decisão que tinha prazo de ser anunciada até o próximo sábado (8): a permissão para que Morales e o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, fossem candidatos para as primárias de janeiro de 2019.


Durante comunicado ontem (4), no qual não aceitaram perguntas dos jornalistas, a presidente do tribunal, María Cristina Choque, informou a decisão de permitir várias candidaturas, entre elas a de Morales, para as primárias do próximo dia 27 de janeiro, prévias às eleições gerais de outubro de 2019.

 

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O anúncio foi feito nos escritórios do antigo Tribunal Eleitoral Nacional, em La Paz, enquanto a sede central do tribunal permanece cercada por grupos contrários a uma possível reeleição de Morales.

 

A permissão da candidatura de Morales e García Linera, que concorrem pelo partido Movimento para o Socialismo (MAS), ocorre dois dias antes da chegada prevista para quinta-feira (6), em La Paz, de manifestantes procedentes de vários pontos do país, que pedem respeito ao limite constitucional de apenas dois mandatos consecutivos.

 

A oposição e grupos que participam dessas marchas, que começaram no último fim de semana, reivindicam o respeito a um referendo que, em 2016, negou a Morales uma reforma da Constituição para eliminar esse limite.

 

No entanto, no ano passado, o Tribunal Constitucional da Bolívia autorizou a reeleição indefinida, ao entender que prevalece um artigo da Convenção Americana de Direitos Humanos, assinada pelo país, que concede o direito a um líder de ser eleito sem esse tipo de limitação.

 

A habilitação de Morales ocorre juntamente com outras, como a candidatura do ex-presidente Carlos Mesa, que definiu a decisão do tribunal como "ação submissa" diante do governo boliviano, classificado como "autoritário", em mensagem no Twitter.

 

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O tribunal "deu um golpe mortal em nossa democracia, qualificando como candidato o dono de todos os poderes, Evo Morales", disse Mesa.

 

Evo Morales, presidente desde 2006, é o líder que está há mais tempo no poder na história da Bolívia e,se vencer em 2019, seria o seu quarto mandato consecutivo.


Agência Brasil

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