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Por: Carlos Costa

22/07/2016 | 12:35

Tempo vivido ou 'tempo perdido'? (À leitora Sonia Charamitara)

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Como garante a composição da música “Tempo Perdido”, do gravada pelo grupo “Legião Urbano”, com brilhante e emblemática composição do excepcional intérprete da vida urbana Renato Russo, “todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou”, também não tenho muito tempo e nem tenho todo o tempo do mundo, porque “todos os dias antes de dormir”, nada esqueço e só lembro do tempo bom que vivi no tempo de adolescente na comunidade do Varre-Vento querido, no Município Amazonense de Itacoatiara. Decido “sempre seguir em frente/Não temos tempo a perder”. Mas sei que não tenho mais muito tempo para viver. Quando acordo pela manhã, já terei vivido um dia a menos e me faltará um dia a menos para continuar vivendo, matando um leão por dia, como sempre me dizia o empresário Francisco Saldanha Bezerra.

 

Não tenho um “suor sagrado”, Se tenho, “é mais belo que esse sangue amargo” e também “tão mais sério e selvagem” do que imaginam que possa ser a força e fé na vida que me persegue e eu a persigo. Enfrento meus próprios medos “selvagens”. “Veja o sol dessa manhã tão cinza/A tempestade que chega...” não me permitindo ler os livros que recebo de amigos, Gosto de lê-los, mesmo usando um óculos 8,5 graus e sem visão periférica. Os livros que leio me fazem viajar com prazer em suas narrativas. Mas sei que terei pouco tempo para viver . Já não faço meu próprio tempo como fizera antes com o curso de “Administração do Tempo”, na Universidade de Brasília. Continuo, agora, só com a missão sagrada de escrever o que sinto e gosto para apreciação e crítica dos leitores pelas redes sociais. “Então me abraça forte/Me diz mais uma vez que já estamos/Distantes de tudo...” . Como escrevi, já não faço mais meu próprio tempo. Meu tempo que já passou é agora, o hoje, o já! “A tempestade que chega, já não é mais “da cor dos teus olhos/Castanhos” distantes de tudo, principalmente dos problemas “todos os dias quando acordo”.

 

“Não tenho medo do escuro”. No passado, já vivi no escuro, aprendi à luz de lamparina, mas “o que foi escondido é o que se escondeu/E o que foi prometido/...(alguém) prometeu” e não cumpriu. “Não tenho medo do escuro/Mas deixe as luzes acesas agora” porque não quero voltar a viver de novo na escuridão de tudo! Não sou mais tão jovem. Será que vivi um tempo perdido ou não deixei de viver e me perdi no tempo que me engoliu completamente?


(Carlos Costa é jornalista, assistente social, escritor, cronista e, nas horas vagas, poeta. É também blogueiro. Clique aqui  para acessar o blog.)
 

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