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Indiano convive com estátua de silicone da esposa morta por Covid
Foto: Reprodução

O indiano Tapas Sandilya de Kaikhali, de 65 anos, investiu 250 mil rúpias indianas (cerca de R$ 16 mil) para ter de volta a esposa Indrani, que morreu em maio de 2021, vítima da Covid. Na verdade, o aposentado, que vive em Calcutá, encomendou a um escultor uma estátua de silicone da mulher, em tamanho natural e muito realista, como aquelas feitas de cera, que costumam impressionar os visitantes de museus, como o Madame Tussauds, de Londres ou Nova York.

 

Pesando 30 kg, a 'boneca' usa as joias de ouro que eram as favoritas de Indrani, e veste o sari de seda que ela usou no casamento do filho. Também foi colocada sentada no sofá onde a mulher mais gostava de ficar, na residência do casal, quando estava viva. O curioso caso foi mostrado pelo jornal The Times of India.

 

No bairro de classe média onde mora, Tapas é motivo de discussões e críticas, pois muitos consideram que ele apenas quer chamar a atenção. Ele se defende, explicando que está apenas cumprindo um desejo da esposa."Visitamos o templo da Iskcon (International Society for Krishna Consciousness, em português: Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna), em Mayapur, há uma década, e ficamos admirados com a estátua realista do fundador da ordem, o guru A. C. Bhaktivedanta Swami. Foi então que Indrani me falou que, se morresse antes de mim, gostaria que eu tivesse uma estátua igual a ela", revela, ainda perplexo com a atenção que a estátua atraiu.

 

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CRIAÇÃO 

 

Tapas abraça a estátua de silicone de Indrani

 

O aposentado começou a procurar na internet alguém que pudesse realizar o sonho de criar a estátua alguns meses após a morte de Indrani. No início de 2022, ele conheceu o trabalho do escultor Subimal Das, 46 anos, que fabrica, principalmente, réplicas de silicone para museus.
Para Das, este foi o projeto mais desafiador de sua carreira. “Era absolutamente necessário que a estátua tivesse uma expressão facial realista”, disse. O trabalho demorou mais de seis meses para ficar pronto.

 

Para começar, ele teve de usar fotografias do rosto de Indrani, de diferentes ângulos. Depois, fez um modelo de argila, que foi a base para moldar a fibra e para fundir o silicone.

 

O especialista explica que a manutenção de uma estátua de silicone é muito mais fácil que a das feitas de cera, embora essa segunda seja mais realística. Em relação ao preço, a escultura humana de silicone pode custar de 250 mil a 500 mil rúpias indianas (entre R$ 16 mil e R$ 31,8 mil), dependendo de vários fatores. "O processo de pigmentação das cores, o enxerto de cabelo e a colocação dos olhos são os mais críticos", explica Das.

 

Para a estátua de Indrani, o enxerto de cabelo levou quase um mês para ser concluído. O motivo, segundo o escultor, foi o desejo de Tapas de incluir alguns fios cinza, para que ela ficasse ainda mais parecida. Apesar de todo o trabalho, da oposição da família e das críticas, o aposentado não se abalou e fala que está satisfeito com o resultado. "Se podemos manter fotografias em casa depois que alguém morre, por que não uma estátua?", pergunta.

 

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Ele diz, entretanto, que a estátua não foi suficiente para mitigar a dor da sua perda. "Nunca vou me esquecer de quando eu estava em isolamento, em casa, e Indrani foi levada para o hospital, no sul de Calcutá”, conta Tapas, que foi casado com ela por 39 anos. A estátua de 30 kg faz o aposentado sentir que a esposa "está sempre comigo. Vou viver com isso”, finaliza.

 

Fonte:R7

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