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20/05/2020

Conheça a mórbida e bizarra história da Marquesa de Brinvilliers, especialista em venenos

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Foto: Reprodução

Conheça a mórbida e bizarra história da Marquesa de Brinvilliers, especialista em venenos

Ao logo de diferentes épocas da história da humanidade, o envenenamento foi uma das formas de assassinato mais utilizada por aqueles que queriam, de alguma forma, sair impunes de seus crimes.

 

Marie Madeleine d’Aubray, conhecida como “Marquesa de Brinvillier-La-Motte”, foi uma das especialistas em venenos mais famosas da história, e se destaca entre os criminosos que usaram essa técnica.

 

De família rica, Marie Madeleine tinha como pai Antoine Dreux d’Aubray, senhor de Offémont e de Villiers, Conselheiro de Estado e Visconde de Paris.

 

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Aos 21 anos, Marie casou-se com um amigo da adolescência, Antoine Cobelin de Brinvilliers, que era barão de Nocerar. O casamento, no entanto, estava longe de respeitar o “padrão” da época. Tanto a esposa como o marido tinham relações extraconjugais, sem que isso preocupasse ou entristecesse qualquer um dos dois.


Em meio a esse relacionamento aberto, Marie se envolveu com Godin de Sainte Croîx, que acabou por se tornar seu amante. Descontente com a situação, o pai da garota se revoltou com o amante, ordenando que o mesmo fosse preso na Bastilha em 1663. Lá, o rapaz acabou por desenvolver várias habilidades ilícitas, e se tornou um especialista na fabricação de venenos.

 


Quando saiu da prisão e voltou a se encontrar com Marie, os dois formaram uma dupla letal. O rapaz a ensinou a preparar venenos, e junto com ela organizou uma vingança contra o sogro. Antes de tentar envenenar o pai, no entanto, a garota testou suas substâncias fatais em criados, servos e até mesmo em pessoas pobres e doentes. Com o tempo, a garota desenvolveu junto com seu amante o que chamava de “receita de Glaser”, uma substância que podia ser misturada a qualquer comida ou bebida, e que não deixava qualquer indício da sua presença.

 

O “Dia D” dos seus crimes se deu durante uma viagem para as terras de Offrémont, na qual acompanhou seu pai. Durante o passeio, a saúde do Visconde de Paris começou a decair vertiginosamente, mas em momento algum ele desconfiou da própria filha. O homem precisou ser transferido para Paris às pressas, para tentar recuperar sua saúde, mas depois de oito meses sendo sistematicamente exposto ao veneno, ele finalmente faleceu. No relatório dos médicos, a morte de Antoine foi dada como natural.

 

Mesmo depois da vingança, os crimes não pararam. Com a morte do pai, o irmão de Marie foi quem assumiu o posto de conde de Offémont, Conselheiro do Parlamento e Intendente de Orleans. Indignada com isso, ela decidiu envenenar o próprio irmão durante um jantar. Depois de introduzir a substância em um prato de pastéis, a garota matou dois de seus irmãos, sem nenhum remorso.

 

Os corpos foram levados para a autópsia, onde ficou constatado eles haviam sido envenenados. A partir de então, as atividades ilícitas de Marie começaram a enfrentar uma série de barreiras. Seus cúmplices, numerosos, passaram a exigir um pagamento cada vez maior, e as chantagens aumentavam todos os dias. Em determinado ponto, a garota decidiu contar sobre seus planos para um outro amante, Briancourt, que não exitou em abrir a boca e denunciar seus planos malignos. Briancourt avisou as irmãs de Marie que ela planejava envenená-las, da mesma forma que fez com os irmãos.

 

 

A criminosa chegou a tentar envenenar o próprio amante, mas ele descobriu as tentativas da mulher e escapou com vida.


Certo dia, o primeiro amante de Marie, Sainte Croix, foi encontrado morto em seu próprio laboratório, depois que sua máscara rachou e ele acabou por inalar gases tóxicos. Durante as investigações, as autoridades encontraram uma série de cartas e escritos que comprovavam a participação de Marie em uma série de assassinatos. A marquesa, por conta disso, fugiu para Londres – onde o Rei Luís XIV ordenou que a foragida fosse perseguida e encontrada.

 

Marie só foi encontrada, tempos depois, na Holanda, onde foi presa e posteriormente conduzida para Maestricht. Lá, ficou presa e tentou várias vezes o suicídio, até que foi transferida para Paris. Marie chegou a tentar provar sua inocência, mas por conta das cartas em que ela admitia os crimes, ela fora condenada pela morte do pai, de seus dois irmãos e da tentativa de homicídio de suas irmãs.

 

Como uma tentativa de diminuir sua pena, a garota admitiu os crimes e revelou o que tinha em sua mistura secreta: arsênio, vitriolo e veneno de sapo. Entretanto, isso não impediu que ela fosse torturada e morta. No dia da sua execução, ela foi forçada a beber aproximadamente sete litros de água – o que dilatou seu estômago e intestino. Logo depois disso, ela foi decapitada e teve seu corpo queimado.

 

Desde então, ela é lembrada pela história como uma das mais famosas mulheres a se especializar na mórbida arte dos venenos.

 

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Fotos: Reprodução

 

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