Segundo especialistas, cultura, rotina e genética pesam mais na escolha. Apesar da popularidade, dieta baseada no sangue não tem respaldo
A chamada dieta do tipo sanguíneo, que propõe adaptar a alimentação de acordo com o grupo sanguíneo de cada pessoa, voltou a ganhar destaque, mas ainda gera controvérsias entre especialistas. A proposta sugere que indivíduos com tipos sanguíneos diferentes — A, B, AB e O — deveriam consumir ou evitar determinados alimentos para melhorar a saúde e até perder peso.
De acordo com essa teoria, cada tipo sanguíneo teria uma “compatibilidade” específica com certos alimentos, baseada em supostas características biológicas herdadas ao longo da evolução humana. Por exemplo, pessoas com sangue tipo O seriam mais adaptadas a dietas ricas em proteínas, enquanto aquelas com tipo A deveriam priorizar alimentos de origem vegetal.
Apesar da popularidade, a comunidade científica questiona a eficácia desse modelo alimentar. Estudos apontam que não há evidências sólidas que comprovem que o tipo sanguíneo influencia diretamente na digestão ou no aproveitamento de nutrientes de forma significativa.
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Especialistas em nutrição destacam que os benefícios observados por algumas pessoas podem estar mais relacionados à melhora geral da qualidade da dieta — como a redução de alimentos ultraprocessados — do que à relação com o tipo sanguíneo em si. Ou seja, mudanças alimentares mais saudáveis tendem a gerar resultados positivos independentemente do grupo sanguíneo.

Foto: Reprodução
Outro ponto levantado é que a adoção rígida desse tipo de dieta pode levar a restrições desnecessárias e até prejudiciais, excluindo grupos alimentares importantes sem justificativa científica. Isso pode resultar em deficiências nutricionais se não houver acompanhamento adequado.
Além disso, fatores como genética, estilo de vida, nível de atividade física e condições de saúde têm influência muito mais comprovada sobre o metabolismo e o bem-estar do que o tipo sanguíneo.
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Assim, embora a dieta do tipo sanguíneo seja popular, sua eficácia ainda não é comprovada cientificamente, e decisões sobre alimentação devem ser baseadas em evidências e acompanhamento especializado.