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Manaus
16/07/2019

Manaus integra projeto da Opas sobre sistema de vigilância de reações adversas no tratamento da malária

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Foto: Divulgação / Semsa

Alinne Antolini, gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)

A Prefeitura de Manaus, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Ministério da Saúde, iniciou na manhã desta segunda-feira, 15/7, a capacitação de profissionais de saúde para a implementação do projeto de Fortalecimento da Farmacovigilância e Adesão Terapêutica ao Tratamento Antimalárico na Região das Américas.

 

A gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), enfermeira Alinne Antolini, explica que o projeto consiste em uma cooperação internacional que tem como objetivo a implantação de um sistema de farmacovigilância ativa das reações adversas dos medicamentos usados no tratamento da malária.

 

Segundo a gerente, é um projeto-piloto que também está sendo implantado em outros países e Manaus foi a capital brasileira selecionada para participar da implementação das ações.

 

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“Atualmente, quando o paciente apresenta reação adversa a um medicamento no tratamento da malária, é feito um acompanhamento médico. Mas, o Brasil, assim como outros países das Américas, não tem a rotina de notificação das reações adversas dos medicamentos utilizados no controle da malária, ou seja, não há informação sobre o tema de forma sistematizada. A partir da conclusão do projeto, a perspectiva é que os governos tenham informações mais concretas para estabelecer políticas públicas que possam fortalecer a segurança dos medicamentos e também melhorar a adesão ao tratamento contra a malária”, informou Alinne Antolini.

 

Fotos: Divulgação / Semsa

 

Para a implementação do projeto em Manaus, a Semsa irá capacitar todos os profissionais envolvidos na notificação, diagnóstico, dispensação de medicação e tratamento da malária nos Distritos de Saúde (Disas) Norte, Sul, Leste, Oeste e Rural, incluindo chefes de endemias, agentes de endemias, microscopistas e chefes de farmácia, envolvendo ainda profissionais da rede estadual de saúde.

 

“A capacitação é uma estratégia para que todos os profissionais recebam as informações necessárias do processo que está sendo iniciado no município. Após essa fase, o projeto começará a ser executado junto aos pacientes”, explicou Alinne Antolini.

 

Metodologia

 

A primeira capacitação aconteceu nesta segunda-feira, 15/7, no auditório do Complexo de Saúde Oeste, bairro da Paz, direcionada para os profissionais do Disa Oeste. A capacitação dos profissionais dos Disas Norte, Sul e Rural será no dia 22 de julho. No dia 31 de julho, acontecerá a capacitação da equipe do Disa Leste.

 

A consultora da Opas e Organização Mundial da Saúde (OMS Brasil), bióloga Sheila Rodrigues Rodovalho, esclarece que capacitação também é uma das etapas de preparação dos profissionais para a aplicação do estudo que será feito, de acordo com a metodologia do projeto, para melhorar a comunicação entre os pacientes que tomam remédios para o tratamento da malária e os serviços de saúde.

 

“O número de notificações de eventos adversos aos medicamentos antimaláricos é muito baixo e o projeto vai estimular para que mesmo uma dor de cabeça, coceira ou sintomas de anemia hemolítica sejam notificados. A outra questão do projeto é a adesão ao tratamento e para isso foram confeccionados envelopes que serão entregues aos pacientes indicando os medicamentos e os dias que devem ser administrados, assim como os efeitos adversos que podem surgir. Se houver registro de efeitos adversos, o paciente poderá informar por telefone. Os dados serão analisados para a melhoria dos serviços de saúde e do tratamento contra malária”, afirmou Sheila Rodrigues, informando que a previsão é que a execução do projeto tenha início no mês de setembro.

 

O projeto também está sendo aplicado no Peru, Colômbia, Honduras e Equador.

 

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“No Brasil, Manaus foi selecionada para o projeto por causa da estrutura que já existe na rede municipal no combate à malária, com apoio da Fundação de Vigilância em Saúde e da Fundação de Medicina Tropical, além do histórico do município em relação a outros projetos e o próprio engajamento dos agentes de endemias que atuam no controle da doença no município”, destacou a consultora. 

 

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