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Educação

04/10/2019

MEC anuncia a liberação de 679 bolsas de pós-graduação

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Foto: Nicole Borges

Ministro da Educação e presidente da Capes liberam 679 bolsas e dizem que aquelas bloqueadas anteriormente não serão mais liberadas.

 O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciaram na quinta-feira (3) a liberação de 679 bolsas de pós-graduação. O governo sinalizou que bolsas bloqueadas no primeiro semestre não serão mais liberadas por "falta de mérito", mas que outras novas podem ser criadas. Ao todo, Capes deixou de oferecer o equivalente a 8.013 bolsas de pós-graduação.

 

Sem dar números, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que as demais bolsas já bloqueadas anteriormente não serão mais liberadas por "falta de mérito" e que o anúncio de hoje não significa que estão "descortando" bolsas.

 

"Aquelas são passado e nós estamos no futuro", disse o ministro. O foco, segundo ele, vai estar no apoio a pesquisas de excelência com novas bolsas e no reajuste do valor das bolsas.

 

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"Essas bolsas [bloqueadas no 1º semestre] nunca deveriam existir. Porque não têm mérito. Os reitores não são transparentes. Eram de cursos que eram mal avaliados há mais de dez anos. O que a gente está fazendo agora é buscar eficiência e transparência." – Abraham Weintraub, ministro da Educação.


Na última segunda (30), o MEC havia anunciado a liberação de R$ 1,99 bilhão – R$ 270 milhões para bolsas Capes. Ao todo, R$ 3,8 bilhões do MEC ainda seguem bloqueados. Em nota, o MEC afirmou que 3.861 bolsas da Capes foram liberadas em um período de 23 dias.

 

Contas e mérito


Inicialmente, a sequência de bloqueios, cortes e liberações de bolsas fez parte da tentativa do governo federal de ajustar as contas em meio à crise econômica. O próprio MEC passou por dois contingenciamentos, que somaram R$ 6,1 bilhão (R$ 5,8 bilhões em abril e R$ 348,47 milhões em julho).

 

Com o anúncio desta quinta, Weintraub aponta que o ajuste agora é também na política interna de concessão de bolsas, que pretende ter foco no impacto das pesquisas. "Nosso objetivo é chegar na cura da dengue e não dar bolsas assim (sem mérito)", disse o ministro.

 

O presidente da Capes também afirmou que novas bolsas podem ser concedidas, mas não serão aquelas suspensas no primeiro semestre.

 

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"Não foram necessariamente por questões financeiras, mas sim porque não tinham muito mérito e eram de baixas qualidade. Bolsas ociosas e cotas de pró-reitorias. As bolsas contingenciadas no primeiro semestre do ano não vão voltar. Não vão ser descontingenciadas. Mas sim criadas novas bolsas" – Anderson Ribeiro Correia, presidente da Capes.


Para 2020, a Capes também deve enfrentar restrições orçamentárias. O MEC anunciou em setembro que terá 9% de corte no próprio orçamento e que a previsão é que a Capes receba metade do orçamento de 2019.

 

A Capes possui 211.784 bolsas atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são da pós-graduação.

 

G1

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