Ele aponta que, durante a formação do Sistema Solar, uma supernova próxima o inundou em raios cósmicos com o que era necessário para formar mundos rochosos e secos
Uma nova pesquisa, publicada no Science Adventures, indica que planetas rochosos, como a Terra, são muito comuns no Espaço. Ela aponta que, durante a formação do Sistema Solar, uma supernova próxima o inundou em raios cósmicos com o que era necessário para formar mundos rochosos e secos. Isso pode estar acontecendo em toda a galáxia.
O autor e líder do estudo, Ryo Sawada, da Universidade de Tóquio (Japão), ao lado de seus colegas, propuseram outro conceito, chamado de mecanismo de imersão.
Para isso, a equipe modelou uma supernova explodindo a cerca de 3,2 anos-luz de distância, segura o bastante para não destruir o disco de formação planetária. Ao explodir, ele criou uma onda de choque responsável por acelerar partículas — em especial, prótons —, as aprisionando como raios cósmicos.
Veja também
_07.52.26_e9ab5702.jpg)
Rocha em Marte sugere que o planeta já teve clima tropical; entenda
Sonda da Nasa perde contato com a Terra após passar atrás de Marte
O modelo indica que os elementos de radiação solar de curto alcance (SLRs, na sigla em inglês), foram liberadas de duas formas. A primeira foi quando a supernova injetou diretamente alguns deles, tais como o ferro-60, no disco no formato de grãos de poeira.Na segunda, os raios cósmicos colidiram com materiais estáveis no disco em energias tão altas que acabaram desencadeando reações nucleares que produziram mais SLRs, como o alumínio-26. Ao executar o modelo, a equipe descobriu que ele não correspondia à quantidade de materiais radioativos achados nos meteoritos. A pesquisa pode mudar a forma como buscamos vida no Universo.

Foto: Reprodução
“Nossos resultados sugerem que planetas rochosos semelhantes à Terra e pobres em água podem ser mais prevalentes na galáxia do que se pensava anteriormente, visto que a abundância de 26Al desempenha um papel fundamental na regulação dos balanços hídricos planetários”, dizem os autores no estudo.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Ainda de acordo com eles, cerca de 10% a 50% das estrelas similares ao Sol podem ter abrigado discos formadores de planetas com abundâncias de radiação solar de onda longa (SLR, na sigla em inglês) parecidas com as de nosso Sistema Solar, sugerindo um número maior de números rochosos, com potencial de habitabilidade.
Fonte: Olhar Digital