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20/09/2020

Pantanal: Fotógrafos e cineastas descrevem um cenário semelhante ao de guerra em meio aos incêndios

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Foto: Divulgação

Muitos profissionais estão acompanhando a devastação de um dos principais biomas brasileiros e divulgando para o mundo

Enquanto os povos indígenas ainda se recuperavam do baque da Covid-19, o cineasta Tukumã Kuikuro documentou a destruição do fogo que assola o Pantanal e o abandono das aldeias do Xingu pelo poder público. O jornalista Yan Boechat precisou correr de labaredas para não ficar preso durante sua cobertura.

 

O fotodocumentarista João Paulo Guimarães também foi surpreendido pelas chamas, e descreve o que viu como “inferno”. Esses são alguns dos relatos colhidos pelo EXTRA de profissionais que acompanharam a devastação de um dos principais biomas brasileiros — de acordo com o Ibama, ao menos 2,9 milhões de hectares do Pantanal foram queimados em 2020.

 

Boechat, que já cobriu na Ucrânia o conflito entre rebeldes nacionalistas e rebeldes pró-Rússia, compara o cenário de terra arrasada com o de uma guerra.

 

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— Fiquei muito impressionado com a destruição massiva do meio ambiente, completamente devastado. Pontes destruídas, tudo ressecado, e aquele céu laranja — relembra o jornalista.

 

Tukumã, do povo Kuikuro, visitava seu pai em uma aldeia do Xingu quando conheceu brigadistas acampados que combatiam as chamas. Ele organizou uma campanha de arrecadação para ampliar este tipo de trabalho. Impressionado, Tukumã tem feito apelos:

 

— O ecossistema está pedindo socorro, é importante registrar. Dentro da linguagem cinematográfica, temos que construir a narrativa.

 

O senso de urgência também mobilizou o fotodocumentarista João Paulo Guimarães, baseado no Pará.

 

— Eu vi as imagens do fogo e pensei: não posso ficar parado em casa. No Pantanal, há o tempo todo a sensação de que alguma coisa pode dar errado. É o fim do mundo, o inferno. Tive medo de morrer — conta.

 

Gustavo Basso, fotógrafo que já cobriu queimadas na Amazônia, diz não viu nada igual aos incêndios que arrasam o Pantanal. Ele acompanhou de perto outro drama: o dos animais. Basso participou do resgate de uma anta:

 

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— Quando avaliaram a situação dela, descobriram que a pata estava queimada até o osso e a falange estava exposta. Eu me coloquei naquela situação, e dá aflição só de pensar. E, mesmo assim, ela estava tentando fugir — diz o fotógrafo.

 

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