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Esporte no Amazonas

27/05/2019

Sejel e Seduc levam JEAs para polo de Coari, incentivando sonhos de estudantes atletas

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Foto: Divulgação

Próximo polo a receber a competição será o município de Humaitá

Na 42ª edição, os Jogos Escolares do Amazonas (JEAs), realizado pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel) e Secretaria de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), é a competição mais esperada pelo público estudantil de todo o estado anualmente.

 

Nesta semana, as competições iniciaram no Polo IV do JEAs em Coari (a 363 quilômetros de Manaus).

 

Com dimensão continental, o Amazonas torna-se pequeno diante da força de vontade que cada delegação, de cada um dos municípios participantes demonstra, para se deslocarem aos polos regionais.

 

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O JEAs, além de fazer essa união do estado com o espirito esportivo, fomenta a rivalidade sadia, cria e realiza sonhos e passa a mensagem de que estudar, vale a pena.

 

 

 

Na última quarta-feira (22/05), as competições que iniciaram em Coari, contaram com equipes das cidades de Uarini, Codajás, Tefé e Alvarães. As histórias até a chegada em Coari são as mais diversas, mas o que conta é a força de vontade de cada aluno atleta e suas comissões que, mesmo quando o resultado não é o esperado, eles saem com sentimento do dever cumprido, de estudante e de atleta.

 

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Exemplos não faltam. Os meninos da equipe juvenil de basquete da Escola Estadual Deputado Armando de Souza Mendes (GM) de Tefé sonham em ser campeões estaduais. A delegação tefeense foi à competição com 35 representantes em todas as modalidades e como foram a única equipe inscrita no polo IV dos Jogos, já estão classificados para a fase final que ocorrerá em Manaus.

 

 

Segundo o técnico da equipe, Renato Almeida, eles estão mais maduros e vão dar o seu melhor. “Desde o ano enfrentamos dificuldades para participarmos do JEAs municipal. Treinávamos três vezes por semana, vamos graduar isso para cinco e com o entrosamento que já existe no time, é certeza que vamos fazer uma boa competição” comentou Renato.


Renato é natural do Rio de Janeiro, ex-atleta de basquete, graduado e pós-graduado em Educação Física pela UFRJ, e assim que chegou no município percebeu a ociosidade dos jovens e a necessidade de resgatá-los da vida errônea. Criou o projeto “Super Basquetebol Social” e hoje colhe os resultados positivos. "Alguns alunos já conheciam a modalidade, mas não sabiam dos fundamentos. A partir daí, muito sonhos começaram."

 

 

Integrante da equipe, Gustavo Pantoja, 17, lembra que sempre gostou do esporte e começou a jogar em 2015. “Eu assistia meu primo jogar e sempre tive vontade. Comecei brincando 3x3, mas sem conhecer nenhuma das regras. Quando o projeto chegou na nossa escola, vi a oportunidade que eu queria, aprender e a praticar basquete. E o melhor, hoje represento nossa escola e município no JEAs, e temos conseguido resultados ótimos, o que me dá muito orgulho” disse Gustavo, ressaltando a importância do projeto.

 

“Para nós, que fazemos parte do projeto, que não atende só alunos, mas toda a comunidade que gosta do esporte, é muito importante. Esse objetivo, de afastar os jovens do vício das drogas e trazê-lo para uma vida mais saudável e divertida, é um instrumento importante. Existe uma grande união entre os membros do projeto, nos ajudamos, somos com uma família e podemos contar uns com os outros, dentro e fora da quadra”, completou.


Gustavo tem um sonho ainda mais forte depois que começou a jogar basquete, e mais forte ainda com os resultados que alcançaram no JEAs, 2018. O garoto sonha em ser jogador profissional e disputar a Novo Basquete Brasil (NBB) pelo Flamengo.

 

Fotos: Mauro Neto-Sejel

 

Os jogos Escolares do Amazonas são isso. Inspiração para alguns, iniciação para outros. Alguns perdem, outros ganham, mas há sempre algo para tirar de tudo o que aconteceu. Gustavo combustou o seu sonho, Renato oportunizou a iniciação do sonho do Gustavo, e os dois fizeram isso a partir do JEAs, talvez, sem nunca pensarem fazer parte da história em comum. As disputas continuam, as dificuldades também, porém, a vontade de vencer, o espírito esportivo, é impreterível.


O próximo Polo da Competição é o municipio de Humaitá, distante 696 quilômetros de Manaus, onde mais histórias e sonhos tem espaço garantido.

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