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Conheça a história da múmia de papel machê que fez todo mundo de bobo

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Foto: "Close" na múmia

 Quando você se sentir enganado de novo em sua vida, lembre-se dessa história e acalme seu coração: um órgão público dos Estados Unidos exibiu em seu museu por mais de 40 anos uma múmia egípcia acreditando ser autêntica, mas, na verdade, a “relíquia” não passava de um boneco criado com papel machê e ossos de animais em uma armação de madeira.

 

A história tragicômica aconteceu no Mississippi Department of Archives and History, órgão responsável por coletar e preservar arquivos históricos, bem como administrar museus e registros do governo do estado. No comecinho da década de 1920, o local foi agraciado com uma doação generosa de artefatos antigos (incluindo a múmia), e esses itens foram exibidos ao público até meados de 1967 sem que houvesse nenhum tipo de desconfiança quanto à sua procedência.

 

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Tudo muito bom, tudo muito bem, até que um estudante de Medicina pediu permissão para examinar de pertinho a tal múmia para um projeto da universidade. A descoberta revelou, enfim, a grande verdade: o órgão foi vítima de uma falsificação, e todo mundo acreditou estar de frente para uma múmia verdadeira por todo esse tempo.

 

Compreensível, mas vergonhoso


Em defesa do pessoal do Mississippi, artefatos arqueológicos vêm sendo forjados e repassados por aí como se fossem autênticos há muito tempo — e muitos são tão bem-feitos que nem mesmo os especialistas no assunto desconfiam da falsificação de imediato, sem uma análise aprofundada. Por outro lado, Gentry Yeatman era apenas um estudante universitário quando fez a descoberta, deixando os especialistas em maus lençóis.

 

 

Eita... Olha o raio-x revelador! (Foto: Reprodução)

 

De acordo com os relatos, os primeiros indícios de que a múmia (que era tão pequena a ponto de parecer se tratar de uma criança) merecia desconfiança foram os aparentes pedaços de jornal que estavam se desprendendo de suas costas. O estudante passou a múmia por um raio X para entender o que estava acontecendo por ali, e foi quando descobriu que o artigo histórico foi construído em uma estrutura de madeira, fixado com pregos e coberto por papel machê.

 

Por dentro? Mais pregos, pedaços de jornal datados de 1898 (e alguns desses pedaços continham escritos em alemão!) e ossos de animais. Somente com esse estudo foi que todo mundo ficou sabendo da verdade: a nada autêntica múmia egípcia havia sido confeccionada provavelmente na Alemanha entre o final do século XIX e o início do século passado.

 

Dummy Mummy


Após a revelação, a múmia acabou sendo apelidada de “Dummy Mummy” (algo como “múmia-boneco”, mas outra interpretação em português para o nome também pode ser “múmia falsa”). No entanto, surpreendentemente, o objeto continua em exposição no museu por pelo menos um dia de outubro ao ano, quando o estado do Mississippi é palco de uma feira tradicionalíssima chamada “State Fair”.

 

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O motivo? Puro e simples saudosismo! Mesmo sabendo da falsificação, os moradores desse estado do sudeste norte-americano continuaram se empolgando em ver a múmia de perto, já que ela foi motivo de orgulho para a região por tanto tempo — quando todos acreditavam que o artefato era realmente uma relíquia egípcia.

 

Mega Curioso

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