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Os cinco Atos Irresponsáveis de Eduardo Bolsonaro que geraram indignação

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Foto: A fala aconteceu durante uma entrevista do parlamentar à jornalista Leda Nagle

Caiu como uma bomba no mieo político a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, sobre a instauração de “um novo Ato Institucional número 5 (AI5)”, caso a esquerda brasileira promova protestos como os que estão acontecendo no Chile. A fala aconteceu durante uma entrevista do parlamentar à jornalista Leda Nagle, publicada ontem em um canal do Youtube.

 

O AI-5, baixado em dezembro de 1968, é considerado por historiadores como a medida mais dura dentro da ditadura militar e se constituiu em uma espécie de carta branca para o governo punir como bem entendesse os seus opositores políticos.

 

— Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual a do final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades, consules, embaixadores, execução de policiais, de militares.

 

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Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada — disse Eduardo, na entrevista que foi feita no dia 28 deste mês.

 

O deputado descreveu a esquerda como um “inimigo interno” e disse esperar não chegar ao AI-5.

 

— É um inimigo interno de difícil identificação dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto, mas a gente tem que estar atento — completou Eduardo.

 

O parlamentar disse também que Cuba “sempre foi um câncer” na região e que, associada à Venezuela, tem condições de exportar o sistema socialista para outros países da América Latina.

 

Partidos reagem e já estudam entrar no STF contra Eduardo Bolsonaro após fala sobre 'novo AI-5'

 

Na terça-feira, no plenário da Câmara dos Deputados, Eduardo já havia feito menção a uma suposta volta da ditadura no país ao dizer que a história pode “se repetir” no Brasil. Ele falou que o governo não vai tolerar o mesmo tipo de manifestação que ocorre no Chile.

 

Fotos: Reprodução

 

 

Pai condena a declaração do Zero Três

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que alguém que fale da edição de um novo Ato Institucional nº 5 (AI-5) está “sonhando”. Bolsonaro foi questionado sobre se concorda ou se há estudo sobre a edição de um AI-5, após o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho e líder do seu partido na Câmara, afirmar que, caso haja uma radicalização da esquerda, a resposta pode ser via “um novo AI-5”.

 

Inicialmente, Bolsonaro disse que a Constituição não permite um AI-5, e ameaçou encerrar a entrevista:

 

— Não existe. AI-5 (existia) no passado, existia outra Constituição, não existe mais. Esquece. Vai acabar a entrevista aqui. Cobrem dele — afirmou, na saída do Palácio da Alvorada.

 

Bolsonaro lamenta declaração de Eduardo sobre AI-5 e diz não pensar em autoritarismo

 

Depois, sem se referir a Eduardo, disse que quem fala no assunto “está sonhando”.

 

— Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando. Está sonhando. Está sonhando. Não quero nem ver notícia nesse sentido aí — afirmou.

 

Depois do puxão de orelha e da forte repercussão, Eduardo se desculpou.

 

— Eu peço desculpas a quem porventura tenha entendido que estou estudando o retorno do AI-5 ou achando que o governo, de alguma maneira, estaria estudando qualquer medida nesse sentido. Essa possibilidade não existe. Agora, muito disso é uma interpretação deturpada do que eu falei — disse Eduardo, que ressaltou não fazer parte do governo de seu pai.

 

Partidos de oposição vão pedir cassação

 

Partidos de esquerda (PSOL, PT, PcdoB, PDT e PSB) vão entrar com uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) após a declaração sobre um “novo AI-5” no Brasil. Os partidos vão pedir também a cassação de Eduardo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar.

 

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que a declaração é “extremamente grave” e defendeu a cassação de Eduardo.

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, classificou as declarações como “repugnantes”, e que elas são “passíveis de punição”.

 

É absurdo agente político fazer incitação antidemocrática, diz Alcolumbre sobre fala de Eduardo

 

“Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras”, afirmou Maia em nota.

 

Já o presidente do Senado, David Alcolumbre, disse que a fala de Eduardo é uma “afronta à Constituição”:

 

“É um absurdo ver um agente político, fruto do sistema democrático, fazer qualquer tipo de incitação antidemocrática”.

 

Um período de ações arbitrárias

 

Na noite de 13 de dezembro de 1968, o governo do general Arthur da Costa e Silva baixou o Ato Institucional número 5 (AI-5). Com a medida, presos por crimes políticos ou contra a segurança nacional perderam o direito ao habeas corpus, ou seja, podiam ser presos por policiais sem mandado judicial indefinidamente.

 

Após forte polêmica, Eduardo Bolsonaro pede desculpas e diz que não há possibilidade de retorno do AI-5

 

O AI-5 aumentou os poderes do presidente da República para que ele, sem intermédio do Judiciário, pudesse decretar o fechamento do Congresso Nacional e intervir nos estados e municípios. O presidente também podia demitir ou aposentar servidores públicos.

 

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O congresso permaneceu fechado por 10 meses: seria reaberto apenas em outubro de 1969, para a realização das eleições que acabariam conduzindo o general Emílio Garrastazu Médici à presidência.

 

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COMENTÁRIOS
PATRIOTA - 01/11/2019
MUITO BOM! SO ASSIM PRA ACABAR A PUTARIA NO BRASIL! ADELSON SILVA! VOCE FALA MUITA MERDA!
ADELSON SILVA - 01/11/2019
O Bolsonaro, assim como os filhos não cagam pelo cu e sim pela boca, só falam merda.
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