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Para controlar turismo, Amsterdã pode vetar maconha a estrangeiros

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Foto: Prefeitura da cidade holandesa estuda restringir a venda da droga para turistas; a medida visa diminuir o fluxo de 17 milhões de visitantes por ano

Conhecida tanto por seus canais quanto pelos coffee shops, as lojas que vendem maconha e outras drogas para turistas há décadas, a cidade de Amsterdã, na Holanda, quer receber menos gente. Todos os anos, 17 milhões de visitantes passam pela cidade, que tem apenas 1,1 milhão de habitantes.

 

Uma das medidas que a prefeita da cidade, Femke Halsema, está estudando é justamente restringir a venda de maconha para os turistas. A cidade já anunciou a proibição das "city tours" na região de Wallen, o "distrito da luz vermelha", local das famosas vitrines onde as trabalhadoras sexuais se exibem, a partir de abril.

 

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Pesquisa entre turistas


A base da mudança das políticas de Amsterdã é uma pesquisa realizada pelo escritório de estatística da prefeitura com 100 turistas com idades entre 18 e 35 anos nos distritos de Wallen e Singel, que concentram a maior parte das coffee shops.

 

Segundo o estudo, 34% dos turistas disseram que visitariam Amsterdã com menos frequência se a venda de maconha para estrangeiros fosse restringida. Outros 11% responderam que simplesmente não voltariam mais.

 

Além disso, 40% dos entrevistados afirmaram que não usariam mais maconha ou haxixe caso a venda fosse proibida. Alguns, no entanto, disseram que tentariam contornar essa proibição: 22% disseram que pediriam para alguém comprar a droga no lugar deles e 18%, que procurariam "outros meios" para obtê-la.


Mudanças nas políticas


A partir desse estudo, a prefeita Halsema busca apoio entre os moradores para rever a legislação. A lei holandesa permite o consumo de drogas em ambientes fechados e a venda em pontos autorizados. A produção em grande escala, entretanto, é proibida, o que leva os donos de lojas a negociar com gangues.

 

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Em uma carta dirigida aos vereadores da cidade, a prefeita disse que vai solicitar "um estudo este ano para reduzir a atração da cannabis para turistas e a regulação da compra das lojas. Buscamos uma separação clara de mercado entre drogas pesadas e drogas leves".

 

R7

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