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Meio Ambiente

19/02/2019

Cientistas encontraram espécie de tarântula com raríssima. CONFIRA

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Foto: Reprodução

Embora só tenha sido catalogada pelos cientistas recentemente, a Ceratogyrus attonifier é uma velha conhecida do povo nativo da região onde foi descoberta

Cientistas radicados em Angola descobriram uma nova espécie de tarântula. Batizada de Ceratogyrus attonitifer, ela tem uma espécie de chifre que nasce na parte de trás da sua cabeça e se estende por quase todo o seu corpo, o que parece ter deixado os pesquisadores bastante impressionados.


“Ceratogyrus attonifier, a nova espécie que descrevemos aqui, é notável. Nenhuma outra aranha conhecida no mundo tem uma característica física semelhante à dela”, eles escreveram em um artigo que foi publicado pela revista científica African Invertebrates. A função do “chifre” ainda é desconhecida.


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O que sabe até o momento sobre a tarântula é que ela tem poucos centímetros de comprimento, costuma se alimentar de insetos e faz parte de um grupo conhecido como aranhas babuínas com chifres. No entanto, essas suas parentes são ainda menores e seus chifres são mais duros, o que faz dela única.


Sabedoria local


Embora só tenha sido catalogada pelos cientistas recentemente, a Ceratogyrus attonifier é uma velha conhecida do povo nativo da região onde foi descoberta. Inclusive, eles deram o seu próprio nome para ela – chandachuly – e compartilharam os seus conhecimentos a respeito dela com os pesquisadores.

 

A tarântula é tem poucos centímetros de comprimento, se alimenta de insetos e faz

parte de um grupo conhecido como aranhas babuínas com chifres (Foto: Reprodução)


Assim, eles descobriram que a tarântula é venenosa, mas não representa um grande perigo para os seres humanos. Os moradores relataram que já houve mortes depois de picadas dela, mas os cientistas acreditam que elas poderiam ter sido evitadas com o devido tratamento médico.

 

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Próximos passos


As aranhas babuínas com chifres se estendem por uma área superior a 600 km. Até o momento, os pesquisadores se concentraram em estudar as fêmeas de Ceratogyrus attonifier. Seus próximos passos são analisar os machos e as relações com as demais espécies do grupo.


O estudo faz parte de um projeto da National Geographic Society que busca compreender melhor a biodiversidade ao longo do Rio Okavango. Esse curso d’água é um dos mais importantes do sul da África e se estende por Angola, Namíbia e Botsuana.

 

Mega Curioso

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