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Internacional

13/03/2018

Exilado russo é achado morto em Londres sob condições inexplicadas

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Foto: Reprodução

Vítima era próxima a milionário morto em 2013; polícia não vê conexão com ex-espião

Um russo que vivia exilado foi encontrado morto ontem perto de Londres, sob circunstâncias inexplicadas, informaram nesta terça-feira as imprensas russa e britânica.

 

Nikolai Glushkov, de 69 anos, era ex-diretor da companhia aérea russa Aeroflot e tinha laços com o milionário Boris Berezovski, inimigo do Kremlin encontrado enforcado em 2013 no Reino Unido.

 

Em plena escalada de tensão diplomática entre Londres e Moscou, em razão da tentativa de assassinato de um ex-espião russo na cidade inglesa de Salisbury, o novo incidente poderá complicar a situação ainda mais.

 

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A polícia britânica disse que a morte de Glushkov não está ligada ao caso do ex-espião Sergei Skripal e da sua filha, que foram alvo de um ataque com gás nervoso em Salisbury, na Inglaterra. No entanto, agentes de combate ao terrorismo estão investigando a morte por causa das conexões que o russo tinha. Glushkov foi achado morto em New Malden, e a polícia foi chamada ao local às 22h46 de segunda-feira.

 

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"A morte está no momento sendo tratada como inexplicada", disse a polícia de Londres. "Não há evidência sugerindo uma conexão com o incidente em Salisbury".

 

Berezovsky foi encontrado enforcado no banheiro da sua rediência em Berkshire em 2013. A sua morte está entre as 14 sendo revisadas pela polícia e pela Inteligência britânicas no marco das investigações sobre o ataque contra Skripal.

 

Equipe militar usa proteção em investigação sobre ataque com gás nervoso contra

o ex-espião russo Sergei Skripal (Foto: Adrian Dennes / AFP)


A primeira-ministra britânica, Theresa May, deu ontem um ultimato de um dia à Rússia para explicar o envenenamento contra o ex-agente. Ao declarar ter fortes evidências de que o atentado teria tido participação do governo de Vladimir Putin, a premier prometeu retaliar se estiver comprovado o suposto papel de Moscou no caso. Segundo ela, o agente nervoso ao qual o ex-espião foi exposto era fabricado pela antiga União Soviética e deveria ter sido destruído com a adesão da Rússia à Convenção de Proibição de Armas Químicas.

 

— A Rússia é inocente e está disposta a cooperar na investigação se a Grã-Bretanha cumprir suas obrigações internacionais — afirmou o chanceler russo, Sergey Lavrov em entrevista coletiva em Moscou.

 

Ele afirmou que, sob a Convenção de Proibição de Armas Químicas, da qual o Reino Unido também é signatário, Londres tem a obrigação de compartilhar provas forenses relacionadas ao uso do agente neurotóxico. O ministro também exigiu acesso à substância química que provocou o envenenamento de Skripal, e informou que o embaixador birtânico na Rússia foi convocado para prestar esclarecimentos.

 

O Globo

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