19 de Maio de 2024 - Ano 10
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Política no Amazonas
19/03/2019

Wilker Barreto cobra explicações sobre os R$ 40 milhões em três contratos sem licitação feitos pela Seduc

Foto: Divulgação

No transporte escolar, Wilker detectou um aumento de R$ 18 milhões em relação a 2018

O alto preço do custo unitário das refeições e do transporte escolar praticados sem dispensa pelas empresas beneficiadas pelo certame da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) voltaram à pauta do deputado estadual Wilker Barreto (PHS), na terça-feira, 19.

 

O parlamentar denunciou no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), os ganhos reais de R$ 41 milhões das empresas Bento Martins de Souza, GH Macário Bento e Dantas Transportes.


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Para o líder da Minoria, o agravante ocorre principalmente na alimentação dos alunos da rede estadual da capital e do interior. A empresa Bento Martins que em 2017/18 cobrava R$ 2,20 no lanche para a capital e R$ R$ 6,35 no almoço passou a cobrar R$ 3,51 e R$ 7,75 respectivamente sem licitação.


“Acho que a justificativa que estão dando para a contratação da empresa é que mudou a cozinheira. Como eles mudaram a qualidade se diziam que a refeição não prestava no ano passado? É a mesma empresa. Ano passado era praticado o valor de R$ 21 milhões para capital e agora R$ 32 milhões para o novo governo. Diferença de 11 milhões. Já no interior o valor era de R$ 20 e passou para R$ 32 com diferença de 12 milhões. Isso não é brincadeira não. É o dinheiro do sofrido povo amazonense”, bradou.


No transporte escolar, Wilker detectou um aumento de R$ 18 milhões em relação a 2018. A empresa Dantas Transportes que no ano passado cobrava do Governo do Amazonas R$ 28 milhões passou a trabalhar com o valor de R$ 46 milhões.


“O secretário de Educação falou que aumentou R$ 18 milhões porque contrataram monitores. A mesma empresa, a Dantas Transportes, que fazia o mesmo percurso por 28 milhões para a gestão passada agora está cobrando R$ 46 milhões com a mesma rota feita. Estou no aguardo do número de monitores contratados e a relação de municípios. É um aumento que prejudica o erário”, afirmou.

 

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No aguardo


Wilker avisou ao secretário Luiz Castro que ainda está no aguardo dos documentos que comprovam os gastos e as reais necessidades das dispensas de licitações.

 

“O secretário Luiz Castro se comprometeu na audiência da semana passada que o mais rápido possível enviaria os documentos comprovando os reais gastos da pasta. Ainda estou no aguardo do documento que ele disse que traria com urgência”, disse.

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