A nota técnica do Ministério da Fazenda aponta, contudo, que a Lecar não possui autorização da pasta para operar a Compra Programada
Um empresário conhecido como “Elon Musk brasileiro” passou a ser investigado após suspeitas de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira ligado à venda de carros elétricos. O caso envolve a montadora Lecar e ganhou atenção após a elaboração de um documento do Ministério da Fazenda apontando possíveis irregularidades no modelo de negócio.
De acordo com as apurações, a empresa teria oferecido veículos por meio de um sistema de pré-venda, no qual clientes pagariam antecipadamente para garantir futuras entregas. Esse formato levantou suspeitas de que o dinheiro de novos interessados poderia estar sendo utilizado para sustentar promessas feitas a compradores anteriores — característica típica de esquemas de pirâmide.
O Ministério Público Federal (MPF) também entrou no caso e avalia indícios de fraude, aprofundando a investigação sobre a atuação do empresário e da companhia. A análise busca esclarecer se houve captação irregular de recursos e possíveis prejuízos aos consumidores.
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O empresário, que já havia ganhado notoriedade ao prometer a criação de um carro elétrico nacional, vinha sendo comparado ao bilionário Elon Musk por sua proposta ambiciosa no setor automotivo. No entanto, o projeto da Lecar enfrentou mudanças, atrasos e questionamentos quanto à viabilidade, o que aumentou a desconfiança sobre o negócio.
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Agora, com as investigações em andamento, autoridades tentam determinar se o empreendimento foi apenas mal estruturado ou se, de fato, operava com características de fraude financeira.