Omar Artan deixa mensagem especial em bola utilizada no jogo entre PSG e Aston Villa
O árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, viveu uma reviravolta marcante na carreira após ser impedido de entrar nos Estados Unidos e perder a oportunidade de participar da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (12), ele voltou aos holofotes ao comandar a final da Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, em uma das partidas mais importantes de sua trajetória.
Artan estava escalado para trabalhar no Mundial, mas teve a entrada nos Estados Unidos barrada pelo governo americano, que alegou supostas ligações do árbitro com grupos terroristas. Com o veto, a Fifa confirmou que ele não participaria da competição. O somali retornou ao seu país e foi recebido com festa após o episódio.
A oportunidade de comandar a decisão europeia surgiu depois que a Uefa convidou Artan para a Supercopa. O árbitro recebeu a medalha das mãos de Aleksander Ceferin, presidente da entidade, após a partida, vencida pelo PSG, que conquistou o título diante do Aston Villa.
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“Tive sorte, mas trabalhei muito para estar aqui e estou muito orgulhoso”, afirmou Artan ao site da Uefa. Ele contou que passou dois meses se preparando para a partida e destacou a emoção vivida ao receber o convite. “Quando recebemos essa ligação, foi realmente um momento muito, muito feliz para mim e minha família.”
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A história de Artan ganhou ainda mais destaque por sua trajetória. Ele começou apitando partidas de bairros e escolas na Somália, recebeu o escudo da Fifa em 2018 e foi eleito, em 2025, o melhor árbitro da África pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Agora, após perder a Copa, transformou a chance na Supercopa em um dos momentos mais importantes de sua carreira.