Tarifa de importação sobre encomendas de baixo valor era cobrada desde 2024, mas foi revogada em maio deste ano
A chamada “taxa das blusinhas” garantiu uma arrecadação bilionária aos cofres públicos antes de ser revogada. De acordo com dados do governo federal, a cobrança sobre compras internacionais de pequeno valor rendeu mais de R$ 2 bilhões apenas em 2026.
Criada com o objetivo de tributar encomendas importadas adquiridas em plataformas estrangeiras, a medida atingia principalmente consumidores que compravam roupas, acessórios, eletrônicos e outros produtos em sites internacionais.
Durante o período em que esteve em vigor, a taxa gerou forte debate entre consumidores, varejistas nacionais e empresas de comércio eletrônico. Enquanto representantes do setor produtivo defendiam a cobrança como forma de equilibrar a concorrência com o comércio brasileiro, consumidores reclamavam do aumento dos preços nas compras feitas no exterior.
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A revogação da medida provocou uma retomada imediata das importações de pequeno valor. Plataformas estrangeiras voltaram a registrar aumento no volume de pedidos, impulsionado pela redução dos custos para os consumidores.
Especialistas avaliam que a arrecadação bilionária demonstra o tamanho do mercado de compras internacionais no Brasil. Mesmo com a cobrança do imposto, milhões de brasileiros continuaram recorrendo a sites estrangeiros em busca de preços mais baixos e maior variedade de produtos.
Com o fim da taxa, o governo abre mão de uma importante fonte de receita, mas aposta que outras medidas de fiscalização e tributação poderão compensar parte das perdas arrecadatórias.
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O tema continua dividindo opiniões. De um lado, consumidores comemoram a redução dos custos nas compras internacionais. Do outro, empresários do varejo nacional alertam para o aumento da concorrência com gigantes estrangeiras do comércio eletrônico.