Logo da Shein em centro comercial em Cingapura
A Shein aumentou os preços dos produtos vendidos nos Estados Unidos em até 377%, informou a Bloomberg News. A medida, segundo o jornal, reflete antecipadamente os efeitos da guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e alcançou vários produtos da plataforma, de vestidos a utensílios de cozinha.
No início de abril, o presidente norte-americano pôs fim à brecha que isentava de impostos produtos de empresas chinesas como Shein e Temu e ainda triplicou o valor da taxa imposta sobre as importações nos Estados Unidos. A medida passa a valer em 2 de maio.
A decisão veio por meio de uma ordem executiva assinada pelo republicano no início deste mês, e não apenas coloca fim à brecha que isentava de impostos produtos de empresas chinesas — como Shein e Temu —, como também triplica o valor da taxa imposta sobre as importações nos EUA.
Veja também

''Partido de Francisco'' escolherá próximo papa? O que se sabe sobre as divisões no conclave
Por que o rei Charles III, da Inglaterra, não pode ir ao funeral do papa? Entenda
Antes, encomendas com valor inferior a US$ 800 (R$ 4,5 mil) não eram taxadas. Agora, esses pacotes devem receber um imposto de até 90% do valor total.
Esse quadro confirma a tendência de que os produtos vendidos nessa plataformas fiquem mais caros para os consumidores dos Estados Unidos. E esse cenário já teve, inclusive, repercussão no resultado dessas companhias.
Segundo dados da Bloomberg Second Measure divulgados pela Bloomberg News, por exemplo, as vendas dessas duas plataformas dispararam nos EUA em março já nos primeiros dias de abril.
E a expectativa é que esse quadro se intensifique, conforme continuam a crescer as tensões entre EUA e China, em meio à guerra comercial iniciada pelo tarifaço de Trump.
Com o aumento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, consumidores norte-americanos começaram a estocar mercadorias de sites chineses, como Shein e Temu, em uma tentativa de evitar a onda de aumento de preços causada pela implementação de tarifas por parte de Trump.
Segundo publicado pelo jornal norte-americano "The News York Times", esses consumidores têm feito publicações nas redes sociais, preocupados com a mudança nas tarifas e seus possíveis efeitos nos preços dos produtos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Alguns influenciadores também fizeram vídeos que viralizaram nas redes, mostrando a chegada de suas compras ou alertando seus seguidores a comprarem na plataforma antes de 2 de maio, quando as novas tarifas sobre essas importações passarão a valer.
Fonte: G1