A vereadora de São Paulo Cristina Monteiro (Novo), de 63 anos, causou polêmica ao afirmar que "mulher branca, bonita e rica incomoda", em referência a si própria, durante sessão na Câmara Municipal, na terça-feira, 29. Ela foi acusada de racismo pela também vereadora Luana Alves (PSOL), que acionou entrou com uma ação na Corregedoria da Câmara contra a colega.
Entre as características atribuídas por Cristina a si mesma, uma delas pode ser comprovada por números. Segundo declarou à Justiça Eleitoral ano passado, ela possui mais de R$ 16 milhões em patrimônio, valor que segue mais ou menos inalterado desde a primeira eleição em que concorreu, em 2018.
Cristina nasceu em 27 de junho de 1961, no Rio de Janeiro. Filha de um taxista e de uma empregada doméstica, ela nasceu em um bairro pobre e teve poucas oportunidades na infância, mas ascendeu socialmente graças à educação --ela é formada em ciências contábeis.
Veja também

Direção da Câmara pede suspensão do mandato de Gilvan da Federal por ofensas a Gleisi
Aliança entre União e PP forma a maior bancada do Congresso
Antes de entrar para a política, Cristina fez carreira no mercado financeiro e trabalhou em bancos de investimentos norte-americanos como J.P. Morgan, Bank of America e Goldman Sachs. Nessas instituições, exerceu cargos de diretoria em áreas como auditoria e compliance.
Atualmente, Cristina é líder do Partido Novo na Câmara, atuando com foco "na educação e na modernização da administração pública". Ela foi eleita vereadora nas eleições municipais de 2020, com pouco mais de 18 mil votos, e reeleita em 2024 com quase 57 mil votos. Ao longo dos dois mandatos, teve uma série de leis de sua autoria aprovadas pela Câmara.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Em 2021, Cristina se envolveu em outra polêmica, quando brigou com a então vereadora Janaína Pascoal, à época também filiada ao Novo. Na ocasião, as duas se agrediram no banheiro do Plenário e tiveram que ser apartadas por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que ouviram gritos vindos do local. Cristina foi suspensa por um ano, enquanto Janaína foi expulsa do partido.
Fonte:Terra