Tratamento popular entre famosas foca na qualidade e espessura da pele; médicas alertam para diferenças em relação ao preenchimento
O chamado “bumbum de colágeno” ganhou espaço entre os procedimentos estéticos e tem como principal objetivo melhorar a firmeza e a qualidade da pele dos glúteos. Apesar do nome, a técnica não tem como finalidade aumentar o tamanho do bumbum, mas estimular o próprio organismo a produzir novas fibras de colágeno.
A bioestimulação é diferente do preenchimento com ácido hialurônico. Enquanto o preenchimento pode ser utilizado para trabalhar volume, projeção e contorno, os bioestimuladores atuam de forma progressiva sobre a pele. Entre as substâncias utilizadas estão o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio.
O procedimento pode ajudar em casos de flacidez, perda de sustentação e algumas irregularidades da superfície da pele, incluindo determinados tipos de celulite. O efeito, porém, não aparece imediatamente: como depende da resposta natural do organismo, a produção de colágeno ocorre gradualmente nas semanas e meses seguintes às aplicações.
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A indicação deve ser individualizada, já que nem toda alteração nos glúteos está relacionada à perda de colágeno. Oscilações de peso, mudanças na musculatura, gordura corporal e características da própria pele também podem modificar o formato e a aparência da região. Em casos de celulite mais acentuada, por exemplo, o bioestimulador pode não ser suficiente sozinho e outras técnicas podem ser avaliadas.
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Apesar de ser considerado um procedimento com aplicação em consultório, existem riscos, como inchaço, hematomas e formação de nódulos, além de complicações mais graves em situações raras. Gestantes e mulheres que estão amamentando não devem realizar esse tipo de procedimento, e a avaliação de um profissional habilitado é necessária antes da aplicação.