Segundo a representação da polícia, ele movimentou diretamente R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e de empresas relacionadas às associações
A PF diz que Antunes é “sócio de uma miríade de empresas”, que recebiam recursos de diversas associações e os disponibilizava a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo a representação da polícia, ele movimentou diretamente R$ 53,5 milhões provenientes de entidades sindicais e de empresas relacionadas às associações.
Os advogados afirmam que a inocência de Antunes será provada. “A defesa confia plenamente na apuração dos elementos constantes nos autos e na atuação das instituições do Estado Democrático de Direito. Ao longo do processo, a inocência de Antonio será devidamente comprovada", diz a nota.
O esquema investigado pela polícia e pela Controladoria-Geral da União (CGU) envolvia o desconto não autorizado de mensalidade associativa em aposentadorias e pensões, com o desvio de verba a pessoas ligadas a essas entidades e a diretores do INSS.Segundo a PF, Antunes declarou sua ocupação profissional como “gerente”, com renda mensal de R$ 24,5 mil e patrimônio entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.
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“Não obstante, as movimentações de Antônio Carlos são muito superiores à sua hipotética renda, totalizando milhões de reais em créditos e débitos. Para mais, ‘suas participações societárias e a capacidade financeira declarada são desproporcionais às quantias movimentadas’”, informou.
Conforme a investigação, Antunes repassou R$ 17 milhões para servidores do INSS. A PF também afirma que ele teve outras transações relevantes, como a transmissão sucessiva de um mesmo imóvel em período inferior a seis meses que gerou a movimentação de R$ 353 milhões.
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O empresário também consta como representante legal de uma firma sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. “Trata-se, possivelmente, de uma offshore constituída por Antônio Carlos, a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, informou a polícia.
Fonte: O Globo