A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara deve analisar PEC que propõe redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em crimes hediondos; proposta original é de 2015
O Brasil registra atualmente 11.542 adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. O número voltou a ganhar destaque após a retomada de discussões no Congresso sobre a possibilidade de redução da maioridade penal.
O tema foi pauta recente na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, onde parlamentares voltaram a analisar propostas que defendem a responsabilização penal a partir dos 16 anos em casos de crimes considerados graves.
Hoje, adolescentes que cometem atos infracionais não cumprem pena no sistema prisional comum. Eles são submetidos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, que incluem desde advertência até internação em unidades específicas, dependendo da gravidade do caso.
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Dados do sistema mostram que a maior parte dos casos envolve crimes como roubo e tráfico de drogas, que representam mais da metade das ocorrências registradas entre adolescentes em cumprimento de medida.
Especialistas e entidades que atuam na área da infância e juventude costumam afirmar que o modelo atual busca combinar responsabilização com reintegração social, enquanto críticos defendem endurecimento das regras como forma de reduzir a criminalidade.
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O debate segue em andamento no Legislativo e deve voltar a ser discutido em novas sessões ao longo das próximas semanas.