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DA SUPOSTA MILÍCIA À COMPRA DE VOTOS: Delegado do Amazonas e candidato a deputado federal entra na mira da PF em duas operações em Roraima
Foto: Divulgação

Daniel Antony Aquino Trindade (PL), delegado da Polícia Civil do Amazonas e candidato a deputado federal por Roraima

Da Redação do “PORTAL DO ZACARIAS” — O nome do delegado da Polícia Civil do Amazonas e candidato a deputado federal por Roraima, Daniel Antony Aquino Trindade (PL), entrou de vez no radar da Polícia Federal durante a reta final da campanha eleitoral.

 

Em poucos dias, o delegado apareceu no contexto de duas operações da PF, envolvendo suspeitas graves que vão desde treinamentos clandestinos e possível formação de um grupo com características de milícia privada até uma investigação sobre suposta compra de votos.

 

As apurações ainda estão em andamento e não significam condenação. A defesa de Trindade nega as acusações e sustenta que o delegado é inocente.

 

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OPERAÇÃO CUNHAMBEBE

 

No dia 25 de setembro, Daniel Trindade foi alvo da Operação Cunhambebe, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a realização de treinamentos clandestinos e a possível formação de um grupo com características de milícia privada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

 

Segundo as informações da investigação, estão entre as suspeitas apuradas a possível constituição de milícia privada, incitação ao crime e embaraço à fiscalização ambiental.

 

Durante o cumprimento das medidas, os policiais encontraram dinheiro e listas contendo nomes de possíveis eleitores.

 

O material chamou a atenção dos investigadores e abriu também uma frente relacionada à possível ocorrência de crime eleitoral.

 

Trindade acabou preso em flagrante. Posteriormente, após audiência de custódia, conseguiu responder em liberdade mediante pagamento de R$ 10 mil de fiança, além do cumprimento de medidas cautelares.

 

NOME VOLTA A APARECER EM NOVA INVESTIGAÇÃO

 

E o caso não parou por aí.

 

Poucos dias depois, o nome do delegado voltou ao centro das atenções em meio a uma nova investigação da Polícia Federal em Roraima.

 

No dia 1º de outubro, 22 pessoas foram presas em flagrante durante uma ação que apurava a existência de um suposto esquema de compra de votos.

 

A apuração resultou na Operação Gubbio, deflagrada no dia seguinte para aprofundar as investigações e tentar identificar a origem do dinheiro apreendido, além de esclarecer se existia uma estrutura organizada destinada à captação ilícita de votos.

 

A investigação busca agora esclarecer a eventual participação de candidatos, apoiadores e outras pessoas ligadas às campanhas eleitorais.

 

DELEGADO JÁ TEVE PROBLEMAS NO AMAZONAS

 

Antes de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados por Roraima, Daniel Trindade já havia se envolvido em episódios que provocaram repercussão enquanto atuava como delegado no Amazonas.

 

Em 2015, quando estava lotado no município de Juruá, vídeos divulgados na época mostraram situações envolvendo presos dentro da unidade policial.

 

Entre as imagens estavam uma luta entre detentos e agressões utilizando um objeto semelhante a uma palmatória.

 

Os episódios foram investigados e resultaram, naquele período, no afastamento do delegado.

 

A defesa, entretanto, afirma que os procedimentos relacionados aos acontecimentos no Amazonas foram posteriormente arquivados.

 

DEFESA NEGA ACUSAÇÕES E FALA EM PERSEGUIÇÃO

 

Os advogados de Daniel Trindade também contestam as suspeitas levantadas nas recentes operações da Polícia Federal.

 

A defesa afirma que o delegado é inocente, nega envolvimento em atividades criminosas e sustenta que ele estaria sendo vítima de perseguição política durante o período eleitoral.

 

As investigações da Polícia Federal continuam.

 

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É importante destacar que as suspeitas apuradas nas operações não representam condenação, e eventual responsabilidade criminal ou eleitoral de Daniel Trindade ou de outras pessoas investigadas somente poderá ser estabelecida após a conclusão das investigações e o devido processo legal.

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