Uma história de abandono, dor e luta pela sobrevivência está comovendo moradores de Eirunepé, no interior do Amazonas.
No Beco do Louro, no bairro de Fátima, Raimundinho, de 34 anos, cadeirante, vive há cerca de dois meses completamente sozinho, dependendo da solidariedade dos vizinhos para conseguir comer e continuar vivo.
Segundo relatos de moradores, a própria família teria se mudado para um seringal e deixado Raimundinho para trás, sem qualquer tipo de assistência.
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Sem conseguir andar, ele passa os dias dentro de casa em situação precária. Para realizar tarefas simples, como ir até a porta ou pegar algum objeto, Raimundinho precisa se arrastar pelo chão.
Sem aposentadoria, sem benefício do INSS e sem qualquer ajuda do poder público, a única rede de apoio dele hoje são os vizinhos.
Mesmo enfrentando dificuldades, moradores do Beco do Louro se revezam para levar comida, água e prestar ajuda ao cadeirante.
“Tem dia que a gente também não tem quase nada, mas divide, porque não dá para ver ele desse jeito”, contou uma vizinha, emocionada.
Conhecido na comunidade, Raimundinho não tem envolvimento com drogas ou bebida alcoólica. A única luta dele é contra o abandono e a falta de assistência.
A situação revolta moradores, que denunciam a ausência de políticas públicas e cobram uma ação urgente da assistência social de Eirunepé.
Enquanto isso, Raimundinho segue sobrevivendo graças à boa vontade de pessoas que, mesmo com pouco, se recusam a virar as costas.
Quem puder ajudar pode entrar em contato pelo número (97) 98439-6361.
Moradores fazem um apelo para que autoridades, órgãos sociais e a prefeitura olhem para o caso antes que a situação fique ainda mais grave.
Porque, enquanto o poder público falha, são os vizinhos que seguem fazendo o impossível para manter viva a dignidade de um homem que foi deixado para trás.
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