O caso foi encaminhado à Justiça, onde caberá ao Ministério Público, como titular da ação penal, tomar as decisões cabíveis
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a divulgação de informações falsas envolvendo a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Evangelina Rosa. Ao final das investigações, Daniela Beatriz, tia da bebê, foi indiciada pelos crimes de calúnia e difamação contra uma supervisora da unidade de saúde.
Segundo a delegada Amanda Bezerra, a supervisora procurou a polícia após ter sua imagem associada ao caso nas redes sociais e em sites de notícias. De acordo com a investigação, foram divulgadas fotos e informações que apontavam, de forma equivocada, que ela teria participação direta na tentativa de sequestro.
A delegada afirmou que a análise das provas comprovou que a supervisora não teve qualquer envolvimento com o crime. O inquérito foi encaminhado à Justiça, cabendo agora ao Ministério Público decidir sobre o oferecimento de denúncia.
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Ainda conforme a autoridade policial, o processo envolvendo Daniela é independente da investigação sobre a tentativa de sequestro da recém-nascida.
Após o indiciamento, Daniela Beatriz publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece emocionada e afirma estar desanimada com o andamento do caso.
"Eu sou a vítima e agora estou sendo processada. Estou quase desistindo de buscar justiça", declarou.
Ela também voltou a afirmar que, no dia da tentativa de sequestro, a supervisora teria informado que a principal suspeita, Auricélia de Sousa Rocha, era uma paciente da maternidade, e não funcionária da unidade.
Segundo Daniela, essa informação teria dificultado a identificação da suspeita.
Em nota, a defesa de Daniela afirmou que as publicações feitas após a tentativa de sequestro não tiveram a intenção de caluniar ou difamar qualquer pessoa.

Nota de esclarecimento da defesa de Daniela
(Foto: Reprodução)
Os advogados alegam que as declarações ocorreram em um momento de forte abalo emocional e ressaltam que Daniela permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
A tentativa de sequestro ocorreu no dia 6 de julho, na Maternidade Evangelina Rosa. Segundo as investigações, Auricélia de Sousa Rocha teria retirado a recém-nascida do quarto da mãe afirmando que levaria a criança para realizar exames de rotina.
A atitude despertou a desconfiança da tia da bebê, que decidiu acompanhar a mulher. Pouco depois, a suspeita foi abordada e a criança foi encontrada dentro de uma bolsa que ela carregava.
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A recém-nascida foi resgatada sem ferimentos, e o caso segue sendo investigado pelas autoridades.
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