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Estudo mostra que sintomas de TPM persistem em até 80% das mulheres
Foto: Reprodução

A ginecologista Dra. Ana Maria Passos explica que a TPM é causada por oscilações hormonais, não pela presença do útero

Muitas mulheres que enfrentam sintomas intensos de tensão pré-menstrual (TPM) acreditam que a retirada do útero pode ser a solução definitiva para acabar com o problema. Afinal, se não há mais menstruação, não haveria também os desconfortos, certo? Não exatamente.

 

Um estudo publicado em 2022 no Journal of Women’s Health, que analisou 1.200 mulheres após histerectomia (retirada do útero), revelou que entre 75% e 85% delas continuaram apresentando sintomas típicos de TPM mesmo sem sangramento menstrual. De acordo com o estudo, isso acontece porque a TPM depente dos hormônios e não do útero.

 

A ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, explica que a TPM está ligada às oscilações de estradiol e progesterona ao longo do ciclo menstrual; esses hormônios são produzidos pelos ovários, não pelo útero.

 

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"Antes da menstruação, há uma queda importante da progesterona, o que desencadeia sintomas como mudanças de humor, irritabilidade, ansiedade, cólicas, dor na mama e enxaqueca. Mesmo sem útero, os ovários continuam produzindo hormônios normalmente, mantendo essas oscilações e os sintomas pré-menstruais intactos."

 

Retirar o útero não acaba com a TPM; ovários mantêm sintomas em 80% dos  casos | Ginecologia e Obstetrícia Brazil Health

 

Ou seja, quando apenas o útero é retirado, o ciclo hormonal continua acontecendo. O que desaparece é o sangramento. A retirada dos ovários, chamada ooforectomia, muda completamente o cenário. Nesse caso, a mulher entra em menopausa cirúrgica, com queda abrupta de estradiol e progesterona.

 

Retirar o útero acaba com a TPM? Estudo mostra que sintomas persistem em até  80% das mulheres

Fotos: Reprodução

 

O impacto pode ser intenso. Fogachos, ressecamento vaginal e alterações de humor costumam surgir rapidamente. Além disso, dados da North American Menopause Society (2023) apontam que o risco de osteoporose pode ser até 50% maior após a remoção ovariana precoce, além de haver aumento do risco cardiovascular e possível declínio cognitivo.

 

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"Quem retira só o útero continua com oscilações hormonais e sintomas; quem tira os ovários entra em menopausa abrupta, com complicações graves para a saúde a longo prazo", alerta a Dra. Ana Maria Passos 

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