Declarações feitas pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em Manaus, em setembro do ano passado, voltaram a repercutir neste sábado (3) após o anúncio de uma ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. À época, o líder colombiano alertou para os riscos da intensificação da presença militar americana no Caribe e afirmou que uma escalada do conflito poderia atingir outros países da América Latina, incluindo o Brasil.
O alerta foi feito durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), quando Petro mencionou Manaus como uma das cidades que poderiam ser impactadas caso o conflito se expandisse. Em discurso direcionado a autoridades presentes, o presidente colombiano questionou a possibilidade de bombardeios atingirem capitais da região em um cenário de agravamento das ações militares.
Na ocasião, Petro afirmou que uma ofensiva contra a Venezuela poderia ultrapassar fronteiras e envolver outros países sul-americanos. Ele também declarou que crises políticas internas, como a vivida pelo governo venezuelano, não deveriam ser resolvidas por meio de ações militares externas.
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Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças americanas realizaram ataques em larga escala contra a Venezuela. Segundo ele, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e levados para Nova York, onde serão julgados pela Justiça americana.
Trump informou que a operação foi conduzida em conjunto com forças policiais dos Estados Unidos e que mais detalhes seriam divulgados em coletiva de imprensa.
Após o anúncio da ofensiva, Gustavo Petro afirmou, por meio das redes sociais, que pretende solicitar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar da ação militar americana.
O presidente colombiano e o governo dos Estados Unidos vêm trocando declarações públicas desde a ampliação da presença de tropas americanas na região, anunciada em setembro.
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Assim como o Brasil, a Colômbia faz fronteira com a Venezuela e acompanha de perto os desdobramentos do conflito, sobretudo pelos impactos regionais relacionados à segurança e ao fluxo migratório. O alerta feito anteriormente por Petro ganha destaque diante do novo cenário geopolítico na América Latina, marcado pelo aumento da tensão na região.