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'Foi muito humilhante': Jessica Alba fala sobre sua cena de nudez em 'Quarteto Fantástico'
Foto: Reprodução

Embora guarde boas lembranças de sua interpretação de Sue Storm em "Quarteto Fantástico", Jessica Alba revelou que houve um momento específico durante as filmagens que considerou particularmente desagradável. " Foi muito humilhante ", confessou, referindo-se à cena em que aparece completamente nua em uma ponte.

 

A estrela de Hollywood relembrou essa experiência durante uma palestra sobre sua carreira no Festival de Cinema do Mar Vermelho. Segundo a Variety, quando questionada sobre sua experiência no set da adaptação da Marvel dirigida por Tim Story, ela mencionou a cena de que menos gostou de filmar.

 

— Achei horrível — disse ela. — Foi muito humilhante na vida real. Cresci em uma família bastante conservadora e sou uma pessoa bem modesta. Fiquei com medo daquela cena por semanas. Ainda tenho muito trauma daqueles dias — compartilhou.

 

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Além desse episódio, Alba falou com carinho sobre sua personagem Mulher Invisível e destacou que ela rompeu com os estereótipos de gênero que eram perpetuados nos filmes de super-heróis e de ação da época

 

— Ela era uma mulher que eu admirava — disse ela. — Ela era muito maternal e gentil, mas não se intimidava com nada; dizia o que pensava. Ela tinha uma bússola moral muito forte. Quem quer que você seja, pode admirá-la. Muitas vezes, as mulheres nessas histórias precisam ser salvas por um homem ou um vilão. Isso era no passado. Agora é diferente — acrescentou.

 

Alba também falou sobre a aparição mais recente dos super-heróis da Marvel nas telas, "Quarteto Fantástico: Primeiros Passos". Embora tenha admitido que ainda não assistiu ao filme, ela explicou o motivo desse fato curioso:

 

— Normalmente assisto a esses filmes com meus filhos, e se Sonic é lançado, meu filho quer assistir 85 vezes seguidas. No que diz respeito a filmes em família, meus filhos definitivamente ditam o que assistimos. Mas eu tenho que convencê-lo porque precisamos ver! Eu adoro a Marvel, e eles são hilários.

 

Em 2022, Jessica Alba se uniu a Tracey Nyberg para fundar a Lady Metalmark Entertainment, uma produtora focada em projetos com personagens femininas fortes, abrangendo gêneros que vão de thrillers e comédias a dramas. A empresa tem como objetivo empoderar mais mulheres na indústria cinematográfica.

 

Ela também falou sobre esse novo empreendimento no festival, comentando que sua meta é "mudar a mentalidade" em relação ao que é mostrado na tela. "Quando eu era criança, não via muita diversidade nas histórias", explicou, acrescentando que isso não é "culpa de Hollywood".

 

— Quando há muitos homens brancos no poder, eles se sentem mais à vontade para contar histórias da perspectiva deles — enfatizou ela. — Eles não te conhecem. Eles não cresceram com uma mulher como eu. Francamente, muitos deles não tiveram mulheres fortes, não apenas para administrar a casa, mas também para ganhar a vida. Ainda não temos muitas mulheres em cargos de liderança, mas, como mulher negra, não vejo as limitações que eles podem ver.

 

A atriz e empresária também compartilhou que as mulheres controlam mais de 70% da renda familiar e que, por esse motivo, deveriam ser mais consideradas pelos tomadores de decisão na indústria do entretenimento.

 

— Acho que precisamos de entretenimento que nos represente. Só porque uma mulher é a protagonista e uma pessoa poderosa que pensa por si mesma não significa que não seja para os homens. Talvez devêssemos ter menos mulheres que precisam ser constantemente resgatadas. E em nosso país, em particular, o público latino adora entretenimento; assistimos mais do que qualquer outro grupo de pessoas. Em relação às histórias latinas, Alba enfatizou que ainda existe muito preconceito nos Estados Unidos.

 

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— Há muitos estigmas e estereótipos. Eles adoram contar histórias sobre cartéis, drogas e trabalhadoras domésticas. Somos muito mais do que isso. Se é só isso que eles veem em nós, será muito difícil para eles mudarem de ideia. Pessoas como eu são necessárias, em cargos de produção, para apoiar cineastas como eu e para poder contar histórias humanas verdadeiramente autênticas. 

 

Fonte: O Globo

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