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'Fritura' chegou aos ouvidos de Dorival Júnior durante data Fifa
Foto: Reprodução

Já circulava entre os jogadores da seleção brasileira, na semana de preparação para o confronto com a Colômbia, em Brasília, a versão de que Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, voltara a consultar Carlo Ancelotti, técnico do Real Madrid, sobre o interesse dele em dirigir o “escrete canarinho” na próxima Copa do Mundo.

 

O italiano, tal como fizera no ano passado, não disse que não nem que sim. O tema chegou ao conhecimento dos jogadores do clube espanhol e, evidentemente, aos ouvidos de Dorival Júnior.

 

Isso explicaria o abatimento do treinador nas entrevistas dessa última data Fifa. Dorival percebeu que o afastamento do presidente da CBF, antes presença assídua nas atividades do dia a dia, não ocorrera apenas por questões ligadas à reeleição dele na administração da entidade.

 

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As peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar, e é impossível não imaginar que a fritura o tenha influenciado na montagem do time que enfrentou a Argentina — desconectado e sem os cuidados defensivos que as circunstâncias exigiam.

 

Não era intenção de Ednaldo Rodrigues demitir o treinador antes da próxima data Fifa, em junho, mas o vazamento das novas tratativas com Ancelotti o obrigou a convocar o técnico e o diretor Rodrigo Caetano para uma conversa. Responsável direto pelo mal planejado ciclo, o presidente da CBF tem a intenção de demiti-los na reunião de hoje à tarde, assumindo o risco de ter de optar por mais uma saída emergencial para os jogos contra o Equador, em Quito, e o Paraguai, no Brasil, ainda sem local definido.

 

É curioso que, desde a Copa de 1958, na Suécia, a seleção brasileira seja a única entre as campeãs a ter um técnico nomeado a menos de dois anos do Mundial. Vicente Feola e Aymoré Moreira tomaram posse já a caminho da Suécia e do Chile, respectivamente.

 

Em 1970, Zagallo assumiu em março, ainda que, em 1968, tenha dirigido o time em três confrontos. E, em 2001, Felipão fez seu primeiro jogo em julho, a menos de um ano para a Copa do Japão e da Coreia. Algo inimaginável nos dias de hoje.

 

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Nas últimas cinco Copas, o tempo mínimo de trabalho dos técnicos campeões foi de três anos, casos de Scaloni com a Argentina, em 2022; de Vicente del Bosque com a Espanha, em 2010; e de Marcelo Lippi com a Itália, em 2006. Joachim Löw tinha nove anos na direção da Alemanha em 2014, e Didier Deschamps, sete com a França, em 2018.  

 

Fonte:Extra

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