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'Maior aliado do setor siderúrgico brasileiro pode ser a indústria americana', diz economista sobre aumento da tarifa do aço
Foto: Reprodução

Obter uma cota livre de sobretaxa para exportação de produtos siderúrgicos brasileiros para os Estados Unidos, como ambiciona o governo brasileiro, não será tarefa fácil, avalia a economista Lia Valls, responsável pelo Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX) do FGV Ibre. Desde quando foi implementada a tarifa de 25% sobre aço e alumínio se tenta um acordo com o governo de Donald Trump e até aqui nada foi anunciado.

 

O fato, diz Lia, é que com a entrada em vigor da nova taxa, nesta quarta-feira, que passa a ser de 50%, se agrava a situação do setor siderúrgico brasileiro que tem nos Estados Unidos o principal destino para exportação, e seu principal aliado nessa queda de braço pode ser a própria indústria americana, principalmente, a automobilística.

 

- É difícil o governo brasileiro conseguir negociar uma exceção. E é fato que, se 25% já era prejudicial à exportação brasileira, 50% complica ainda mais, pois gera uma oneração excessiva.

 

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O maior aliado do setor siderúrgico brasileiro pode ser a indústria americana, já que esse aumento de tarifa vai aumentar os custos e isso pode gerar uma pressão para que Trump retroceda. Afinal, essa é claramente uma política populista, não à toa, foi anunciada após visitar a fábrica da US Steel na Pensilvânia.

 

Mas Trump já deixou claro que quer proteger também a indústria automobilística que faz uso intensivo de aço e que pode pressioná-lo a rever essa decisão - explica a economista.

 

Lia destaca que, até o momento, apenas o Reino Unido conseguiu um acordo de exceção dos Estados Unidos e que é possível que algum acerto seja feito com o Canadá, principal fornecedor americano de aço e alumínio. Mantida a taxa de importação de 50%, a economista avalia que será difícil para o Brasil encontrar mercado para redirecionar o aço exportado atualmente para os EUA.

 

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- Quando os Estados Unidos adotaram uma política comercial desse gênero nos anos de 1980, o Brasil redirecionou sua exportação para a Ásia. Nessa época, exportávamos aço inclusive para a China. Esse cenário mudou completamente e a China hoje domina o continente asiático. Não vejo para onde poderíamos redirecionar as exportações para os Estados Unidos - analisa.

 

Fonte: O Globo
 

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