Defesa afirma que investigado perdeu sensibilidade nas pernas e corre risco de morte; Senappen diz garantir assistência médica no sistema federal.
A esposa do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, preso preventivamente sob suspeita de intermediar a venda de decisões judiciais, afirmou que o marido enfrenta grave deterioração de saúde e estaria em risco de morte. Segundo a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, o investigado, de 45 anos, teria perdido a força nas pernas e não conseguiria mais caminhar sem auxílio.
De acordo com a esposa, durante visita recente ao presídio, Andreson solicitou uma cadeira de rodas por não ter condições físicas de se locomover. Ela afirma que ele perdeu sensibilidade do joelho para baixo, com perda de massa muscular atribuída à falta de alimentação adequada e de fisioterapia.
Em junho de 2025, exame realizado por um neurocirurgião a pedido da família apontou diagnóstico de polineuropatia periférica sensitivo-motora, condição que compromete sensibilidade e força muscular. Andreson é diabético e passou por cirurgia bariátrica em 2020. Ainda em maio do mesmo ano, avaliação médica indicou a necessidade urgente de fisioterapia motora e suporte nutricional específico, com dieta hipercalórica, hiperproteica e suplementação vitamínica.
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O empresário é investigado pela Polícia Federal por suspeita de atuar como intermediador na venda de sentenças judiciais em tribunais do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele permaneceu oito meses no Presídio Federal de Brasília, obteve prisão domiciliar por quatro meses e voltou ao sistema prisional em novembro de 2025 após investigadores apontarem continuidade das atividades criminosas, especialmente relacionadas à lavagem de dinheiro. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), responsável pelo sistema penitenciário federal, informou que todas as pessoas privadas de liberdade recebem assistência integral de saúde, incluindo atendimento médico, psicológico, nutricional e farmacêutico, conforme prevê a Lei de Execução Penal. O órgão afirmou que cumpre rigorosamente determinações judiciais relacionadas a cuidados específicos de saúde.
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A Senappen ressaltou ainda que não divulga detalhes individuais sobre o estado clínico de detentos por se tratar de informações protegidas por sigilo médico e legal.