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'Precisamos proteger nossas filhas': brasileira vítima de Epstein cobra justiça e fala sobre maternidade
Foto: Reproduçao

Vinte anos após os abusos, Marina Lacerda transforma dor em ativismo e defende mais transparência nas investigações.

Quando entrou na mansão de Jeffrey Epstein, em Manhattan, Nova York, Marina Lacerda tinha apenas 14 anos. Já carregava um histórico de abusos dentro de casa e vivia dificuldades financeiras com a mãe e a irmã. Segundo relata, foi apresentada ao financista por uma amiga, sob a promessa de dinheiro fácil para realizar massagens.

 

O que parecia uma oportunidade rapidamente se transformou em exploração. Marina lembra de ter visto fotografias de figuras públicas nas paredes da residência entre elas imagens de Epstein ao lado de Donald Trump e do ex-presidente Bill Clinton. A abordagem inicial foi cordial, mas, segundo ela, em poucos minutos a situação se tornou abusiva.

 

Os encontros teriam continuado até que ela completasse 17 anos. Marina afirma acreditar que deixou de ser procurada quando não se encaixava mais no perfil de adolescentes mais jovens que Epstein buscava.

 

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Hoje, aos 37 anos, vivendo há três décadas nos Estados Unidos, Marina é mãe de uma menina de 12 anos. A experiência de violência moldou profundamente sua forma de educar a filha.

 

Ela diz manter conversas francas sobre limites, exposição e segurança. Controla com rigor saídas, presentes recebidos e pernoites fora de casa. “Sou dura mesmo. O mundo é perigoso”, afirma. Para ela, ensinar limites e manter diálogo constante é uma forma de romper ciclos de vulnerabilidade.

 

Marina também critica famílias que, segundo ela, preferem não questionar a origem de dinheiro enviado por adolescentes que migram sozinhos. “Os pais não perguntam porque, no fundo, já sabem”, diz, referindo-se a contextos de possível exploração.

 

Duas décadas após os abusos, Marina atua na defesa de vítimas e cobra maior transparência das autoridades americanas. Ela critica o fato de que milhões de documentos relacionados ao caso ainda não foram totalmente divulgados.

 

“Há perpetradores que ainda não foram responsabilizados”, afirma. Segundo Marina, sobreviventes aguardam respostas há mais de 20 anos.

 

Ela menciona que a secretária de Justiça, Pam Bondi, declarou recentemente que investigações estão em andamento, mas sem detalhar nomes ou etapas. Para Marina, a sociedade precisa de respostas claras e responsabilização efetiva.

 

“Esperamos décadas por justiça”, diz. “Quantos anos mais vamos esperar?”

 

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Entre a luta pública e a vida privada, Marina tenta transformar sua história em alerta e em ferramenta para proteger outras meninas. 

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