Durante encontro com Netanyahu na terça (4), presidente dos EUA delineou planos para o território palestino, incluindo a retirada de habitantes
Em reação à fala de de que os EUA assumirão a Faixa de Gaza e retirarão palestinos do território, o Escritório de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça, afirmou nesta quarta-feira (5) que "qualquer transferência forçada" de palestinos para fora de Gaza é "estritamente proibida" e configuraria uma violação ao direito internacional.
"É crucial que avancemos para a próxima fase da trégua [na guerra entre Israel e Hamas], para liberar todos os reféns e prisioneiros detidos arbitrariamente, acabar com a guerra e reconstruir Gaza, com pleno respeito ao direito humanitário internacional e ao direito internacional dos direitos humanos", completou o escritório de da ONU.
A fala de Trump, considerada fantasiosa, "surpreendente" e até "inaceitável", está sendo repudiada por líderes de todo o mundo nesta quarta-feira. Veja a repercussão internacional aqui.
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Palestinos de Gaza afirmam que não deixarão o território. "Permaneceremos nesta terra aconteça o que acontecer. Mesmo que tenhamos que viver em tendas e nas ruas, continuaremos enraizados nesta terra", afirmou Ihab Ahmed, que mora em Rafah.O presidente Donald Trump disse na terça-feira (4), ao lado do premiê israelense Benjamin Netanyahu, que os EUA assumirão o controle e serão donos da Faixa de Gaza, acrescentando que "as mesmas pessoas" (palestinos) não deveriam estar encarregadas de reconstruir e ocupar a terra. Ele afirmou que vê os EUA mantendo uma "posição de posse de longo prazo" no território.
"Ter aquele pedaço de terra, desenvolvê-lo, criar milhares de empregos. Vai ser realmente magnífico", ele disse. Trump deu a declaração na Casa Branca, em Washington, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o primeiro líder estrangeiro a ser recebido durante o segundo mandato do Republicano.
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Foto: Reprodução
Netanyahu não comentou diretamente o plano de Trump para Gaza. Ele afirmou que os objetivos de Israel no território palestino incluem a libertação dos reféns e fazer com que não haja mais ameaças à integridade do país vindas do local. A repórteres, Trump afirmou que tem planos de visitar Gaza, Israel e também a Arábia Saudita. Ele não deu nenhuma data para a viagem acontecer.
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Mais cedo nesta terça, Trump afirmou que a única alternativa dos palestinos que vivem na Faixa de Gaza seria deixar o território — uma ideia apoiada pela extrema direita israelense, e que constituiria limpeza étnica perante o direito internacional, segundo analistas.
Fonte: G1