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'SEGREDOS DE BASTIDORES': ATAQUES CONTRA OMAR AZIZ E SUA FAMÍLIA VIRAM CASO DE POLÍCIA; INVESTIGAÇÃO CHEGA A ENDEREÇOS LIGADOS À CAMPANHA DE MARIA ENXOFRE
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

 

*Por Antônio Zacarias - Minha gente, a eleição acabou, o Omar Aziz venceu, mas a sujeira espalhada na reta final da campanha ainda está dando o que falar. E agora o assunto saiu das redes sociais e foi parar nas mãos da Polícia Civil.

 

Na manhã de quinta-feira (29), policiais realizaram diligências em endereços ligados à ex-candidata Maria Enxofre, do PL, e a profissionais que trabalharam em sua campanha.

 

O motivo é gravíssimo: vídeos que associavam o Omar Aziz a uma acusação de pedofilia, sem apresentação de provas. Num deles, chegaram ao absurdo de utilizar uma fotografia do então candidato ao lado da própria filha. É de embrulhar o estômago!

 

A POLÍCIA ENTROU EM CAMPO

 

A operação busca esclarecer quem produziu, financiou e divulgou os vídeos contra o Omar Aziz e sua família. As diligências alcançaram endereços associados à Maria Enxofre e aos profissionais de comunicação Jefferson Coronel e George Wilde.

 

A gravidade dos ataques exige respostas. E respostas convincentes.

 

MARIA ENXOFRE NA MIRA

 

Um dos endereços procurados pelos policiais fica na avenida Guilherme Paraense, no Adrianópolis, em Manaus. O imóvel constava como endereço da Maria Enxofre. Só que, quando os agentes chegaram, encontraram um escritório de advocacia.

 

Agora, a polícia tenta localizar o endereço atual da ex-candidata.

 

UMA ACUSAÇÃO MONSTRUOSA

 

O Omar Aziz foi associado a uma acusação de pedofilia durante os últimos dias da campanha. Uma imputação gravíssima, capaz de destruir a reputação de qualquer pessoa. E sem nenhuma prova apresentada para sustentá-la.

 

Não estamos falando de uma crítica administrativa, de uma denúncia sobre dinheiro público ou de uma discussão de propostas. Estamos falando de uma acusação devastadora, lançada no calor de uma disputa eleitoral.

 

ATÉ A FILHA ENTROU NA HISTÓRIA

 

O episódio mais revoltante foi a utilização de uma fotografia do Omar Aziz ao lado da própria filha. Uma imagem de família transformada em material para alimentar uma insinuação repugnante.

 

Que tipo de disputa política chega a esse ponto? Desde quando uma filha pode ser utilizada para atingir o pai? Existe uma fronteira entre combater um adversário e tentar destruir sua dignidade. Nesse episódio, essa fronteira foi ultrapassada.

 

QUEM DEU A ORDEM?

 

Essa é a pergunta que a Polícia Civil precisa responder, embora não paire nenhuma dúvida de que a ordem partiu da Maria Enxofre.

 

O MARQUETEIRO EM SÃO PAULO

 

As diligências também alcançaram um imóvel em São Paulo ligado ao publicitário George Wilde, apontado como responsável pela estratégia de marketing eleitoral da campanha da Maria Enxofre.

 

A polícia deverá esclarecer se ele teve alguma participação na produção ou circulação dos vídeos investigados. Ser responsável pelo marketing de uma campanha não significa, automaticamente, ser autor de todo material divulgado durante a eleição.

 

JEFFERSON CORONEL SE DEFENDE

 

Em Manaus, os policiais também realizaram diligências no residencial Bellagio, na rua Maceió, em endereço associado ao jornalista Jefferson Coronel.

 

Na segunda-feira (26), Jefferson negou participação na produção dos vídeos. Disse que foi contratado para cuidar da assessoria de imprensa da Maria Enxofre e prepará-la para os debates, não para elaborar as peças publicitárias investigadas.

 

OMAR NÃO DEIXOU PASSAR

 

Depois de votar no domingo (25), o Omar denunciou os ataques sofridos por ele e por seus familiares. Mais tarde, já com a vitória confirmada, voltou ao assunto na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.

 

O governador eleito deixou claro que buscaria a responsabilização dos envolvidos. E a investigação agora procura identificar quem participou da divulgação do material.

 

PERDEU A ELEIÇÃO, SOBROU O ESCÂNDALO

 

A Maria Enxofre perdeu a disputa pelo Governo do Amazonas. O Omar Aziz saiu das urnas vencedor. Mas a eleição deixou uma questão que não desaparece com o resultado.

 

POLÍTICA NÃO É ESGOTO

 

Minha gente, uma coisa é atacar politicamente um adversário. Outra, completamente diferente, é associá-lo a um crime monstruoso sem apresentar provas e ainda envolver a imagem de sua filha.

 

Política se faz com propostas, argumentos, críticas e denúncias responsáveis. Não com insinuações capazes de destruir famílias. Quem transforma a honra alheia em instrumento eleitoral não fortalece a democracia. Envenena o debate público.

 

E O ESTATUTO DA CRIANÇA?

 

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a polícia também apura possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA.

 

A utilização de imagens envolvendo filhos de candidatos exige cuidado redobrado. Crianças e adolescentes não podem ser tratados como instrumentos de propaganda ofensiva ou de ataques pessoais.

 

CONCLUSÃO DE BASTIDOR

 

A eleição terminou, mas uma bomba política continua fazendo barulho no Amazonas. Vídeos associando o Omar Aziz a uma acusação monstruosa de pedofilia, uma fotografia dele com a própria filha e uma operação policial em endereços ligados à campanha derrotada da Maria Enxofre.

 

O caso é grave demais para terminar em silêncio.

 

Nos bastidores, a pergunta é uma só: quem teve a coragem — ou a covardia — de transformar a imagem de um pai com a filha em instrumento de ataque eleitoral?

 

Não tenho prova alguma, mas, conhecendo a natureza ruim da Maria Enxofre, ouso dizer que é bem provável que essa ideia má e cruel tenha saído de sua mente doentia.

 

Eleição, minha gente, se ganha ou se perde nas urnas, mas a honra de uma pessoa não pode ser destruída por acusações sem provas.

 

Política não é isso. Política não é esgoto. E quem tiver responsabilidade comprovada por essa baixaria terá de prestar contas à Justiça.

 

*Antônio Zacarias é jornalista e fundador do PORTAL DO ZACARIAS, um dos portais de notícias mais acessados do Brasil e referência no jornalismo digital da Região Norte.


Com longa trajetória na imprensa da Amazônia, foi editor-geral de diversos jornais na Região Norte. No Amazonas, dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram o empresário Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério.


Também atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte durante dois anos, a convite do jornalista Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral do jornal.


Antônio Zacarias é autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra dedicada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

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