*Por Antônio Zacarias - Enquanto Roberto Cidade articula o projeto de disputar uma vaga de deputado federal, cresce nos bastidores uma preocupação que vai além da aritmética eleitoral. O alerta vem sobretudo de mulheres — eleitoras, lideranças políticas e assessoras — que enxergam risco real em permitir que alguém acusado de misoginia e violência chegue a Brasília para legislar sobre direitos femininos.
Alerta feminino ligado
As primeiras reações ao projeto federal de Roberto Cidade, o “Cocô de Ouro”, vieram de mulheres. Nos bastidores, o sinal é de rejeição imediata.
Brasília como risco
Não é apenas uma candidatura. Para muitas lideranças femininas, é a possibilidade de um agressor decidir leis sobre mulheres.
Voto que pode virar veto
Estrategistas admitem: o eleitorado feminino pode transformar o projeto federal em fracasso retumbante.
O passado que não passa
As denúncias e relatos de agressões não ficaram no passado político. Voltam com força a cada menção a 2026.
Nome tóxico
Há consenso entre marqueteiros: o nome Roberto Cidade carrega rejeição elevada quando o tema é violência de gênero.
Silêncio calculado
Aliados evitam comentar a candidatura. O silêncio não é apoio — é medo de contaminação eleitoral.
Mulheres em alerta máximo
Coletivos, advogadas e lideranças comunitárias já trocam informações e monitoram movimentos.
Direitos na mira
O receio central: fortalecer em Brasília uma bancada hostil aos direitos das mulheres.
Rejeição transversal
A resistência não vem apenas da esquerda. Mulheres conservadoras também demonstram incômodo.
O custo da misoginia
O que antes era tratado como “problema pessoal” agora pesa como passivo político nacional.
Aleam constrangida
Dentro da Assembleia, o tema virou tabu. Ninguém quer defender, poucos ousam criticar em público.
Apelido que denuncia
“Cocô de Ouro” deixou de ser chacota. Virou símbolo de desgaste e rejeição social.
Campanha sob vigilância
Qualquer movimento rumo a Brasília será acompanhado lupa a lupa por organizações femininas.
Rede social como campo minado
Assessores alertam: uma fala errada pode viralizar e destruir a candidatura em horas.
O medo do palanque
Há quem diga que Roberto Cidade evitará eventos com público feminino — sinal claro de fragilidade.
Alianças em risco
Partidos avaliam se vale a pena dividir palanque com um nome tão sensível.
Bancada desconfortável
Deputados que discursam sobre família sabem que o discurso perde credibilidade por associação.
O voto consciente
Nos bastidores, cresce a aposta de que mulheres serão decisivas para barrar o projeto federal.
2026 começou aqui
Antes mesmo da campanha oficial, a disputa já ganhou contornos de plebiscito moral.
Conclusão incômoda
A leitura é dura e recorrente: levar esse histórico para Brasília não é apenas escolha política — é ameaça concreta aos direitos das mulheres.
*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.