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Segredos de Bastidores
'SEGREDOS DE BASTIDORES': CAMPANHA SUJA: Justiça bate à porta da Assembleia Legislativa e cobra Roberto Cidade, o 'Cocô de Ouro'
Foto: Reprodução / PORTAL DO ZACARIAS

*Por Antônio Zacarias - Na política, nem toda pendência morre depois da urna. Algumas apenas dormem. E, quando acordam, vêm com timbre oficial, assinatura de juiz e prazo para pagar.

 

A conta chegou

Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a avaliação é direta: o calendário eleitoral acabou, mas o calendário da Justiça não esquece. Roberto Cidade, o “Cocô de Ouro”, agora aparece não como articulador, mas como executado.

 

Pequeno valor, grande constrangimento

R$ 5 mil não quebram orçamento de ninguém no topo do poder. Mas o incômodo não está no valor — está no rito. Trânsito em julgado, cumprimento de sentença, cobrança judicial. Isso não é detalhe: é carimbo.

 

Do palanque ao balcão

A condenação deixou o discurso político e entrou na fila da execução. Saiu da narrativa e virou obrigação. Nos bastidores, dizem: quando chega nessa fase, não tem spin que resolva.

 

Presidente cobrado

Não é um deputado qualquer. É o presidente da Assembleia. E isso pesa. Porque cobrança judicial não distingue cargo — mas expõe quem ocupa.

 

Irregularidade que não prescreve na memória

A representação eleitoral é antiga, mas o fato político é atual. E memória institucional funciona diferente de campanha: não esquece depois do santinho.

 

A ironia do sistema

Quem preside um Poder agora responde a outro. A política ensina que poder circula. A Justiça prova.

 

O silêncio estratégico

Até agora, nenhuma nota, nenhum discurso inflamado, nenhuma live. Nos corredores, o comentário é que falar só ampliaria o constrangimento.

 

Valor simbólico

Classificada como multa de “pequeno valor”, a sanção ganhou peso político ao virar execução. Pequeno no bolso, grande no currículo.

 

A pedagogia do processo

Nos bastidores jurídicos, a leitura é simples: não é sobre dinheiro. É sobre sinalização. O Judiciário mostrando que decisão transitada em julgado não é sugestão.

 

Campanha cobra juros

Irregularidade eleitoral sempre volta com correção política. Às vezes demora. Mas volta.

 

O desconforto interno

Deputados cochicham. Assessores desviam o assunto. Porque ninguém gosta de ver o comandante na lista de cobrança.

 

Legal, mas não elegante

Tudo dentro da lei, claro. Mas politicamente indigesto. Principalmente para quem construiu imagem de gestor organizado.

 

A lição silenciosa

A política ensina que mandato passa. O processo fica.

 

Nada pessoal, é institucional

Não há perseguição, dizem os técnicos. Há apenas execução. Fria, objetiva, automática.

 

Bastidor resume

Quem manda hoje também paga amanhã. E quando a Justiça cobra, não aceita discurso — só comprovante.

 

Conclusão de bastidor

Na política do Amazonas, até multa pequena vira grande quando expõe o óbvio: poder não cancela condenação. E a conta, cedo ou tarde, sempre chega.

 

*Antônio Zacarias é fundador e proprietário do PORTAL DO ZACARIAS, atualmente no top 10 dos portais de notícias mais acessados do Brasil. Jornalista experiente, foi editor-geral de diversos jornais da Região Norte, com atuação destacada no Amazonas, onde dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério. Durante dois anos, atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte, a convite de Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral de O Globo. Antônio Zacarias é também autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra voltada à valorização do bom uso da língua portuguesa.

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