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*Por Antônio Zacarias - A máscara de "gestora implacável" não aguentou a pressão dos fatos.
A conversa que ecoa nos corredores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) e nas salas de aula é devastadora:
Maria Enxofre do Carmo, a reitora que se apresenta como a solução para o Amazonas, acumulou duas reprovações humilhantes em tempo recorde.
Primeiro, foi o MEC quem deu a nota baixa; agora, é a Justiça Eleitoral que carimba o selo de irregularidade.
O discurso de eficiência empresarial virou pó diante da realidade dos números.
O CENÁRIO
Maria Enxofre do Carmo.
A dona da FAMETRO que vende sonhos de carreira, mas entrega pesadelos estatísticos.
O mercado político não esquece: o curso de Medicina da sua instituição foi reprovado pelo Enade com nota 1.
Uma nota que envergonha o ensino superior e coloca em xeque a qualidade do que ela administra no setor privado.
Se a "reitora" não consegue garantir a qualidade de um curso de graduação sob sua batuta, como ousa prometer a cura para a saúde pública do Amazonas?
O FATO CONCRETO
A sentença do juiz Leoney Figliuolo Harraquian é o golpe de misericórdia na imagem de "boa administradora".
A Justiça Eleitoral detectou um sumiço de transparência em R$ 768,7 mil.
São 3.703 pagamentos via PIX para "fiscais" que ninguém sabe onde trabalharam, o que fizeram ou se sequer existem.
Não há contrato, não há relatório, não há ordem.
É o caos administrativo documentado em papel timbrado pelo Judiciário.
A MANOBRA POLÍTICA
A pergunta que o eleitor se faz agora é direta: é esta mulher que quer governar o Amazonas?
A incapacidade de gerir o próprio caixa de campanha — onde as regras são claras e o volume é pequeno perto de um orçamento estadual — acende o sinal vermelho.
Maria Enxofre do Carmo tenta posar de "nova via", mas tropeça nos mesmos vícios de quem não presta contas.
A reprovação no Enade já mostrava o descaso com o resultado final; a reprovação no TRE mostra o descaso com a lei.
O QUE ELA PERDE?
O direito de falar em "gestão".
Cada vez que Maria do Carmo abrir a boca para criticar a administração pública, será lembrada da nota 1 e do PIX sem contrato.
Ela perde a autoridade moral para cobrar eficiência de secretários ou prefeitos.
A pré-candidata do PL tornou-se um alvo fácil: uma gestora que falha na educação que é dona e peca na contabilidade que assina.
O título de "reitora" virou fardo, e o de "pré-candidata" virou vidraça quebrada.
CONCLUSÃO DE BASTIDOR
Na política, como na vida acadêmica, quem não estuda o regulamento acaba reprovado.
Maria Enxofre do Carmo queria dar aulas de administração ao povo amazonense, mas foi pega na "cola" e com o caixa bagunçado.
Entre o nota 1 do MEC e o reprovado do TRE, o eleitor começa a perceber que a propaganda é bem diferente do produto entregue.
O tabuleiro não apenas tremeu; ele expulsou quem não sabe jogar conforme as regras.
A pergunta que fica no ar é: o Amazonas aguenta uma gestora nota 1?
* Antônio Zacarias é jornalista e fundador do PORTAL DO ZACARIAS, um dos portais de notícias mais acessados do Brasil e referência no jornalismo digital da Região Norte.
Com longa trajetória na imprensa da Amazônia, foi editor-geral de diversos jornais na Região Norte. No Amazonas, dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram o empresário Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério.
Também atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte durante dois anos, a convite do jornalista Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral do jornal.
Antônio Zacarias é autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra dedicada à valorização do bom uso da língua portuguesa.