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*Por Antônio Zacarias - Minha gente, agora não é apenas uma pesquisa. São duas. E, mesmo usando métodos diferentes, ambas colocam o Omar Aziz com vantagem de dois dígitos sobre a Maria Enxofre do Carmo na disputa pelo Governo do Amazonas.
A PoderData mostrou o Omar com 52% e a Maria Enxofre com 42%. A Quaest, divulgada na noite de terça-feira, 13 de outubro, apontou o Omar com 51% e a Maria Enxofre com 37%.
OMAR TEM 51%
Na Quaest, o Omar aparece com 51% das intenções de voto e a Maria Enxofre registra 37%.
Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somam 6%. Outros 6% permanecem indecisos. A diferença no cenário total é de 14 pontos. Não é pequena.
É uma vantagem consistente.
NOS VÁLIDOS, 58 A 42
Quando são retirados brancos, nulos e indecisos, o Omar chega a aproximadamente 58% dos votos válidos. A Maria Enxofre fica com 42%. A vantagem sobe para 16 pontos.
Esse cálculo interessa porque a Justiça Eleitoral utiliza os votos válidos para definir o resultado.
Se esse cenário virasse urna, o Omar seria eleito. Mas pesquisa não entrega diploma. Quem faz isso é o eleitor.
COMO FOI FEITA
A Quaest ouviu presencialmente 1.098 eleitores amazonenses com 16 anos ou mais.
As entrevistas ocorreram entre sexta-feira, 9 de outubro, e segunda-feira, dia 12. A margem de erro é de três pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Rede Amazônica e registrado na Justiça Eleitoral sob o número AM-09760/2026.
Ou seja: a coleta terminou na segunda-feira.
PODERDATA CONFIRMA
A PoderData havia mostrado o Omar com 52% e a Maria Enxofre aparecia com 42%.
Brancos e nulos somavam 4%. Indecisos eram 2%. Nos votos válidos, o placar era de 56% a 44%.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores entre os dias 8 e 11 de outubro, também antes do debate. As entrevistas foram realizadas por telefone, de forma automatizada.
A Quaest fez entrevistas presenciais.
A PoderData utilizou telefone.
Os métodos são diferentes. O resultado principal é parecido.
DOIS CENÁRIOS
Na PoderData, o Omar tem dez pontos de vantagem no cenário total. Na Quaest, possui 14.
Nos votos válidos, a diferença é de doze pontos na PoderData e aproximadamente 16 na Quaest.
Isso não significa que uma pesquisa esteja certa e a outra errada.
Amostra muda, método muda, abordagem muda.
O importante é a direção comum: o Omar aparece na frente com folga nas duas.
MARIA ENXOFRE CAIU?
Também é preciso evitar uma comparação preguiçosa.
Na PoderData, a Maria Enxofre tem 42%. Na Quaest, 37%.
Não se pode concluir automaticamente que perdeu cinco pontos de um dia para o outro.
Os institutos utilizaram metodologias diferentes.
Além disso, as entrevistas ocorreram em períodos parcialmente sobrepostos.
A leitura correta é esta: a Maria Enxofre aparece atrás em ambos os levantamentos. A distância varia, mas a desvantagem existe nas duas pesquisas.
OMAR BATE NO TETO?
O Omar aparece com praticamente o mesmo número nas duas pesquisas.
52% na PoderData, 51% na Quaest.
Isso mostra estabilidade, mas também acende uma pergunta: o Omar já está próximo de seu teto ou ainda consegue crescer?
A resposta dependerá principalmente dos eleitores do Roberto Cidade, dos indecisos e daqueles que ainda admitem mudar.
O Omar já possui maioria numérica, agora precisa proteger o que conquistou.
MARIA ENXOFRE PRECISA ROUBAR VOTO
A Maria Enxofre não resolve sua situação conquistando apenas os 6% de indecisos da Quaest.
Mesmo que todos eles migrassem para sua candidatura — hipótese praticamente impossível — ainda continuaria atrás.
Também não basta atrair os 6% que falam em branco, nulo ou nenhum. Ela precisa retirar votos do Omar.
Essa é a parte mais difícil. Convencer quem ainda não decidiu é uma coisa.
Fazer o eleitor trocar um candidato pelo outro é outra.
VOTO ENDURECEU
A Quaest informa que 84% dos entrevistados consideram definitivo o próprio voto. Apenas 16% dizem que ainda podem mudar.
O grupo aberto à mudança é maior do que a diferença de 14 pontos. Matematicamente, portanto, a eleição não está fechada.
Politicamente, porém, a Maria Enxofre teria de conquistar uma parcela enorme desses eleitores e ainda evitar que o Omar cresça.
Não é impossível. É muito difícil.
ESPONTÂNEA CONFIRMA
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, o Omar possui 42% e a Maria Enxofre aparece com 30%.
A diferença é de doze pontos. Esse número mede força de lembrança. O eleitor precisa citar o candidato sozinho.
O Omar mantém a dianteira. Os percentuais menores, no entanto, mostram que ainda existe gente sem decisão consolidada quando não recebe a lista com os nomes.
OMAR CRESCEU
No primeiro turno, o Omar recebeu 40,63% dos votos válidos e a Maria Enxofre ficou com 24,49%. A diferença foi de 16,14 pontos.
Na Quaest, a distância entre os dois nos votos válidos continua praticamente no mesmo tamanho. Mudou pouco.
A Maria Enxofre absorveu votos dos candidatos eliminados. O Omar também.
O segundo turno cresceu para os dois, mas ainda não produziu uma virada.
MARIA ENXOFRE NÃO QUEBROU O BLOQUEIO
A candidata do PL avançou muito em relação aos 24,49% do primeiro turno. Isso precisa ser reconhecido.
Chegar a 42% dos válidos significa incorporar uma parcela importante dos votos dados ao Roberto Cidade, David Almeida e aos demais candidatos.
O problema é que o Omar começou muito mais alto. Para virar, a Maria Enxofre precisa crescer numa velocidade maior do que a dele.
Até agora, as duas pesquisas indicam que isso não ocorreu.
A PESQUISA VEIO DEPOIS
A Quaest foi divulgada na noite de terça-feira.
Horas antes, Omar e Maria haviam se enfrentado na TV Norte.
Isso pode criar uma confusão.
O público vê a pesquisa depois do debate e imagina que ela mediu o confronto.
Não mediu. A divulgação ocorreu depois. As entrevistas terminaram antes.
Em pesquisa eleitoral, a data da coleta vale mais do que a data da manchete.
A VANTAGEM VIROU COBRANÇA
Antes das pesquisas, o Omar poderia dizer que o segundo turno havia começado do zero. Agora não pode.
Duas pesquisas colocam seu nome na frente. Isso aumenta a responsabilidade.
Candidato favorito é mais cobrado. Um erro recebe mais atenção. Uma ausência provoca mais perguntas. Uma resposta arrogante pesa mais.
Quem aparece atrás pode atacar. Quem aparece na frente precisa atacar e, ao mesmo tempo, parecer governador.
OMAR NÃO PODE DORMIR
O Omar lidera, mas a eleição acontece no dia 25 de outubro.
Ainda existem campanha, propaganda, debates, denúncias, decisões judiciais e acontecimentos imprevisíveis.
O senador não pode transformar pesquisa em comemoração antecipada.
O maior adversário de quem lidera muitas vezes não é o segundo colocado, é o excesso de confiança.
Quem acredita que já venceu começa a se permitir erros que não cometeria se estivesse atrás.
MÉTODOS DIFERENTES
A convergência das pesquisas merece atenção justamente porque os métodos não são iguais.
A PoderData utilizou entrevistas telefônicas automatizadas. A Quaest fez entrevistas presenciais.
A primeira ouviu 1.200 pessoas, a segunda, 1.098.
A PoderData encontrou o Omar com 52%, a Quaest, com 51%.
Quando métodos distintos chegam a números tão próximos para o líder, a vantagem ganha consistência.
CONCLUSÃO DE BASTIDOR
Minha gente, a Quaest confirmou aquilo que a PoderData já havia indicado. O Omar Aziz lidera o segundo turno.
Na PoderData, aparece com 52%, contra 42% da Maria Enxofre.
Na Quaest, o Omar possui 51%, contra 37% da Maria Enxofre.
Nos votos válidos, as vantagens são de doze e aproximadamente 16 pontos.
Os institutos utilizaram métodos diferentes.
Mesmo assim, chegaram ao mesmo favorito.
A Maria Enxofre cresceu em relação ao primeiro turno, mas não conseguiu reduzir de maneira decisiva a diferença que trouxe das urnas.
O Omar consolidou uma base maior. A pesquisa espontânea também o coloca na frente. E 84% dos entrevistados dizem que o voto já está definido.
A vantagem, portanto, está comprovada.
Agora cada um precisa transformar o que possui em voto.
*Antônio Zacarias é jornalista e fundador do PORTAL DO ZACARIAS, um dos portais de notícias mais acessados do Brasil e referência no jornalismo digital da Região Norte.
Com longa trajetória na imprensa da Amazônia, foi editor-geral de diversos jornais na Região Norte. No Amazonas, dirigiu os jornais Diário do Amazonas e O Povo do Amazonas, cujos proprietários eram o empresário Dissica Thomaz e o hoje senador Plínio Valério.
Também atuou como correspondente do jornal O Globo na Região Norte durante dois anos, a convite do jornalista Ascânio Seleme, então coordenador dos correspondentes no Brasil e atual editor-geral do jornal.
Antônio Zacarias é autor do livro “100 erros de português que todo mundo comete, inclusive você!”, obra dedicada à valorização do bom uso da língua portuguesa.